quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Cover é brega? Quando é do Kiss, SIM!
Já viu isso? Bandas cover existem aos montes, alimentando a ilusão de um sucesso construído com o suor de outros (tá, e um pouquinho do suor dos próprios, mas bem pouquinho se compararmos com autorais), ou como diria o filósofo Richard Anti-Records: "gozando com o pau dos outros."
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Inclusive o Pablo Capilé colocou um texto no Buszine (http://buszine.blogspot.com/2007/01/banda-cover-e-cadeia-produtiva.html) com o nome de "A banda cover e a cadeia produtiva", apontando para o monte de inconveniências que ele vê numa cena que alimenta esse comportamento cover. Ao que parece, Cuiabá vive o eterno dilema das bandas que começam sua vida já criando material próprio, e das bandas que começam com covers para depois "digi-evoluírem" para material autoral. Sem falar em bandas que permanecem a vida toda fazendo material cover para tocar em bares, festas e sobreviver de sua "arte".
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Particularmente eu vejo que são situações bem diferentes. Uma coisa é o sujeito querer ter uma banda de baile, que toca somente música de outras pessoas, já consagradas e que assim se anula enquanto criador e se legitima como intérprete. Não vejo problemas nisso, até porque ainda existe muita festa de quinze anos e muito baile de formatura, e esses lugares precisam ser animados ao som de "Vital e sua moto" e "Inútil", que seriam muito melhor aproveitadas se tocadas pelos autênticos Paralamas e Ultrajes, mas que devido à escassez orçamentária ou mesmo preguiça total de tentar fazer uma coisa maior, buscam os intérpretes. Vejo valor neles, sem dúvida. Mas com essa distinção, são intérpretes da obra de outra pessoa, não são criadores o que os tornaria muito mais belos aos meus olhos. Não que meus olhos mudem a vida de ninguém, mas...
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Agora bandas que vão participar de festivais e ocupam o palco somente com covers realmente não fazem a minha predileção. Fui em um festival uma vez com um monte de bandas legais, se esforçando, algumas horrorosas, desafinadas, errando tempo, com músicas tristes e medonhas, mas se esforçando e botando a cara "à tapa". E no meio disso tudo me surgiu uma banda com uma menina até bonita no vocal, cantando bem, mas somente músicas dos outros. Pôxa, para ouvir Bruce Dickinson eu escuto em casa, muito melhor do que ela jamais vai conseguir fazer. Para ouvir Evanescence... bom, eu não escuto isso, mas se quisesse era só ligar alguma rádio FM e eu teria a menina Lee cantando do jeitinho que está no Cd. Pra que vou a um festival ouvir cover? Não faz sentido.
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Claro que um evento como o do já citado Richard, que as bandas SÓ tocam covers, como homenagens à grandes bandas, isso é diferente. É como uma festa entre amigos, em que cada um toca aquela banda que influenciou, mas ir a um festival cheio de bandas que estão tentando achar seu caminho, sua sonoridade, seu jeitão no palco, e ter que engolir um show inteirinho de covers é de amargar. Para isso existem os bares, o Cosy, o Samaúma e outros assim.
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Enfim, comecei essa prosa por causa de outra coisa. Já viu como cover do Kiss sempre é meio brega? Quer dizer, brega bragarai?? O excesso de teatralidade e pompa e cena do Kiss nunca são bem mimetizados, resultado nessas coisas patéticas que estão aí nas imagens. Porque as pessoas não percebem o ridículo da situação e desistem disso, eu não sei, mas é sempre bom dar risada dessas situações. E sei que tem gente que vai reclamar, porque se tem maluco fantasiado assim é porque tem maluco que paga pra ver isso.
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Vai entender...
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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Eduardo Mesquita
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O Império KISS vai dominar o mundo!
30/01/2007 - 18h45
Banda Kiss cria empresa de quadrinhos e conta sua história em HQs
Banda Kiss cria empresa de quadrinhos e conta sua história em HQs
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da Folha Online
com Reuters, em Los Angeles
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O grupo musical Kiss juntou-se ao Platinum Studios para criar uma nova empresa de histórias em quadrinhos chamada Kiss Comics Group. No mercado editorial, não é a primeira vez que membros de uma banda aparecem nos quadrinhos, mas a produção dos personagens pela própria banda é fato inédito. A marca Kiss Catalog LTd., dirigida pelos membros fundadores Gene Simmons e Paul Stanley, produzirá seus próprios personagens.
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A parceria pretende expandir a imagem de seus personagens em plataformas multimídias com o lançamento de produtos licenciados --roupas, videogames, quadrinhos para celulares, revistas e conteúdo na internet, cinema e televisão.
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O primeiro lançamento da KCG será Kiss 4k; uma história sobre a transformação de Simmons, Stanley e outros membros da banda de estrelas do rock em "espíritos guerreiros de proteção do mundo". A Kiss 4k será lançada com o preço de US$ 50, prometendo ser a maior revista em quadrinhos já publicada.
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A Platinum, dona de projetos como "Cowboys e Aliens", que será lançado pela Sony Pictures, espera turbinar as vendas com a base de fãs internacionais e de várias gerações da banda marcando presença também nos 4.000 sites de fãs ao redor do mundo. A HQ será lançada simultaneamente nos Estados Unidos, França, Alemanha, Itália e Espanha.
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Os membros da banda disseram que estarão envolvidos em todas as decisões cotidianas da empresa. "Os quadrinhos do Kiss do passado eram licenças, não eram parte da mitologia", afirmou o chairman da Platinum, Scott Mitchell Rosenberg. "Todos nós estamos trabalhando juntos, eles [Simmons e Stanley] importam-se com cada quadro da revista assim como as imagens de camisetas".
da Folha Online
com Reuters, em Los Angeles
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O grupo musical Kiss juntou-se ao Platinum Studios para criar uma nova empresa de histórias em quadrinhos chamada Kiss Comics Group. No mercado editorial, não é a primeira vez que membros de uma banda aparecem nos quadrinhos, mas a produção dos personagens pela própria banda é fato inédito. A marca Kiss Catalog LTd., dirigida pelos membros fundadores Gene Simmons e Paul Stanley, produzirá seus próprios personagens.
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A parceria pretende expandir a imagem de seus personagens em plataformas multimídias com o lançamento de produtos licenciados --roupas, videogames, quadrinhos para celulares, revistas e conteúdo na internet, cinema e televisão.
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O primeiro lançamento da KCG será Kiss 4k; uma história sobre a transformação de Simmons, Stanley e outros membros da banda de estrelas do rock em "espíritos guerreiros de proteção do mundo". A Kiss 4k será lançada com o preço de US$ 50, prometendo ser a maior revista em quadrinhos já publicada.
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A Platinum, dona de projetos como "Cowboys e Aliens", que será lançado pela Sony Pictures, espera turbinar as vendas com a base de fãs internacionais e de várias gerações da banda marcando presença também nos 4.000 sites de fãs ao redor do mundo. A HQ será lançada simultaneamente nos Estados Unidos, França, Alemanha, Itália e Espanha.
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Os membros da banda disseram que estarão envolvidos em todas as decisões cotidianas da empresa. "Os quadrinhos do Kiss do passado eram licenças, não eram parte da mitologia", afirmou o chairman da Platinum, Scott Mitchell Rosenberg. "Todos nós estamos trabalhando juntos, eles [Simmons e Stanley] importam-se com cada quadro da revista assim como as imagens de camisetas".
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Eduardo Mesquita
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terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Orelhas vendidas separadamente
Essa veio do Chá das Cinco, no http://rodrigodelemos.apostos.com/. Muito loki!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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Eduardo Mesquita
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Trânsito - local de animais (feras e bestas)
Leia essa:
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Aqui, como em Londres
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As estradas que levam para fora do Rio nos fins de semana deste verão estão mostrando que o carioca é o mais novo londrino residente no Brasil. Não pela cortesia, pelos gestos discretos ou pelo vocabulário gentil, mas pela tranqüilidade com que a grande maioria bota o carro do lado esquerdo da pista e dane-se quem vem atrás.
As estradas que levam para fora do Rio nos fins de semana deste verão estão mostrando que o carioca é o mais novo londrino residente no Brasil. Não pela cortesia, pelos gestos discretos ou pelo vocabulário gentil, mas pela tranqüilidade com que a grande maioria bota o carro do lado esquerdo da pista e dane-se quem vem atrás.
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Não há sinal de luz, buzina ou seta capaz de lembrá-la que aqui, como em toda a América e na maior parte dos países, trafega-se pela direita da pista e ultrapassagens são feitas pela esquerda. No Rio, enfileiram-se 15, 20 veículos atrás de um idiota que trafega pela esquerda, não raro abaixo do limite de velocidade estabelecido para o trecho.
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Não há sinal de luz, buzina ou seta capaz de lembrá-la que aqui, como em toda a América e na maior parte dos países, trafega-se pela direita da pista e ultrapassagens são feitas pela esquerda. No Rio, enfileiram-se 15, 20 veículos atrás de um idiota que trafega pela esquerda, não raro abaixo do limite de velocidade estabelecido para o trecho.
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Às vezes, por extrema bondade, dá lugar à passagem de uma ambulância e logo volta à esquerda da pista. Trata-se de um tipo especial de cretino que faz par com os que trafegam pelos acostamentos das estradas, para ganhar um minuto de vantagem nos engarrafamentos. Nada que um pouco de educação não resolva.
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Esse texto foi postado pelo Xico Vargas, no http://ponteaerearj.nominimo.com.br/ do NoMínimo e fala das agonias no Rio de Janeiro, mas parece que está falando de Goiânia. Como o trânsito dessa terra é recheado por imbecis e palermas, gente que acha que o lado esquerdo da avenida é via de passeio ou de descanso para sua leseira. Seguem a avenida inteira pelo lado esquerdo, atrapalhando o trânsito e ainda fazem cara feia quando alguém buzina ou dá sinal de luz.
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Goiânia é muito famosa pelo rock independente, pelas mulheres bonitas, mas uma das coisas mais características daqui é o trânsito cheio de gente burra. Uma vez, na época que eu trabalhava com publicidade, acompanhei o Alexandre Garcia do hotel ao Centro de Convenções aqui na cidade. Um traslado de dez minutos, no máximo, indo com bastante calma. Ao chegarmos ao Centro de Convenções ele comentou: "Eu já fui ao Líbano, já fui ao Irã, já cobri guerras e acidentes naturais, mas nunca tive tanto medo como no trânsito de Goiânia." Loki?
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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Eduardo Mesquita
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Documentos formais não precisam ser formais
Sabes o que é um “rider”? Não é aquela sandália que dava férias pros pés, esquece isso. Um “rider” é um documento que acompanha o contrato quando você contrata um artista, seja uma banda, um músico, um ator ou alguém que saiu do BigBrother.
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O “rider” explica tudo que o contrato não deixou claro, e muitas vezes até assume o papel de documento de contratação. Nele surgem explicações sobre o transporte dos artistas, a alimentação, o palco, equipamentos e o que vai estar disposto no camarim para a criatura que vai fazer o show.
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Ou seja, é um papel e papel aceita tudo, então o artista faz as exigências e coloca seus pedidos, o produtor de eventos negocia e chegam todos a um meio termo justo e racional.
Ou seja, é um papel e papel aceita tudo, então o artista faz as exigências e coloca seus pedidos, o produtor de eventos negocia e chegam todos a um meio termo justo e racional.
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Existem modelos e formas de se fazer isso, mas tem gente que leva isso ao estado de arte. Iggy Pop por exemplo. Vejam abaixo – em tradução livre e irresponsável – trechos retirados de um rider enviado pela produção do iguana que contempla em DEZOITO páginas todos os detalhes à respeito da produção do show. É hilário! Aparentemente escrito pelo roadie da banda, o frito Jos Grain.
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“Aparentemente estaremos na sua área, tocando em um concerto, e você vai proporcionar os equipamentos básicos. Bão demais! Está sentado confortavelmente? Então vou começar...”
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“3 Amplificadores Marshall JCM 800 100 watts – que tenham sido testados recentemente. E quando eu digo “recentemente”, eu não quero dizer “em algum momento nas três semanas que antecederam a ocasião em que caíram 5 metros do topo do galpão em que estávamos pendurando-o, depois que ele veio daquele evento da Xavasca Palhaça Inane onde eles tiveram a Competição de Mijar no Amplificador Marshall (se ele fez fumaça e faíscas saíram, e você ainda está vivo depois disso, nós te daremos uma garrafa de cerveja. E um passeio no skate da banda. E alguma maquiagem de palhaço). E o som que ele fez ao bater no concreto!! Bad-oi-oi-oi-oing!! Como nós rimos!!”
Não! Eu quero dizer recentemente. Dentro do período de uma memória. Preferencialmente a memória de um peixe dourado.”
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“1 kit de peles de bateria com pedaços de fita adesiva amarela pregados, e a palavra “FRENTE” em caneta marca-texto em um lado. Vamos chamar este de lado da frente. Ah não, eu me confundi todo.”
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“Nós precisaremos de um homem no monitor que fale bom inglês e que não tenha medo de morrer. (Só brincando... será?)”
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E aí depois de uma longa história sobre um show em Santiago de Compostela, ele explica sobre a necessidade do homem do monitor.:
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“Enfim, onde eu estava? Ah sim... nós não temos o nosso próprio homem do monitor, porque no futuro os robôs trabalharão para nós e farão do mundo um lugar melhor.”
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“Nas próximas páginas você encontrará o mapa de palco e uma lista. Não é excitante?? Eu aposto que agora você está super feliz de ter escolhido essa carreira no mercado de produção musical...”
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“Nós tínhamos um designer para a luz uma vez, mas ele enlouqueceu então atiramos nele. Foi a coisa mais linda. Agora ele é uma forma diferente de luz, um dos pequenos gobos de Deus no Dimmer do Paraíso.”
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E então ele reclama como um fanático do uso desmedido e exagerado das luzes. Sobre fumaça, eis o comentário:
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“Sobre a fumaça, se você puder guardá-la para mandar mensagens para povos das tribos indígenas norte-americanas, eu, Grande Chefe Detonador de Bateria, serei muito feliz.”
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E novamente reclamando do uso exagerado das luzes, principalmente nos olhos do cantor – Iggy:
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“Algumas vezes fazemos shows em que o designer de luz (operador pra nós) tenta sutilmente ligar os spots no meio do show. Infelizmente, se isso acontecer, será minha incumbência achar o operador depois do show e devorar a família dele toda.”
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E sobre câmera-men invadindo o palco com seus “cabo-men”, a explicação é clara:
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“Ninguém vai ganhar um Oscar para cameramen. Não é necessário e é horrível. Ah sim, e Iggy ADORA quebrar câmeras, então realmente o melhor é não chegar muito perto dele. Claro, eu estarei próximo para tentar evitar que ele destrua seu equipamento, infelizmente, só existe uma pessoa que eu possa me lembrar que gosta mais de quebrar câmeras que ele, e SOU EU.”
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No camarim:
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“Um pacote de cartas de baralho para pôquer. Para mim. No caso de eu querer fazer alguns truques com cartas. Ou no caso de alguma das namoradas dos caras da banda curtir um joguinho rápido de strip pôquer enquanto a banda toca.”
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“Um pouco de gengibre, mel, limões e uma faca afiada, para que possamos fazer chá de gengibre, mel e limões. Deus sabe porque. E um pouco de pólvora chinesa. Para que possamos explodir o camarim. Isso é uma piada, a propósito. Que bom que isso não é um aeroporto...”
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“Um jornal de língua inglesa como o New York Times, o Miami Herald. Ou o Guardian (o meu favorito). Ou uma cópia do USA Today que tenha alguma história sobre pessoas morbidamente obesas. Muito divertido!”
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“1 caixa de garrafas de boa cerveja Premium. Você decide qual. Mas lembre-se, eu posso lhe pedir para experimentar uma garrafa, então compre algo que presta!! Aqui uma dica – a marca provavelmente não vai começar com a letra “B” e terminar com “udweiser”.”
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“6 garrafas de cerveja sem álcool. O saxofonista gosta de misturar isso com o whisky dele. E com vodka. E com outra cerveja, provavelmente. Isso caracteriza um problema de bebida?”
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“Couve flor e brócolis. Corte em pedaços pequenos e jogue imediatamente no lixo!! Eu odeio aquela merda!”
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“10 pacotes de cigarro Espírito Americano. Atualmente eu sei que a não ser que você viva nos EUA você não vai encontrar desses. Mas eles são fantásticos! São feitos de puro tabaco orgânico sem nenhum aditivo. Isso é brilhante, não é mesmo? Eles devem ser muito bons para você. De fato, que se foda, eu vou voltar a fumar de novo. Pela minha saúde.”
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“E eu acho que é só isso. Aah, não, esperai. Uma moto BMW K1200 RS SE. Azul e prateada é a mais linda. Bem, não custa tentar, né?”
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E ao final do rider, do suposto documento, o maluco que assina com o nome de Jos Grain oferece uma “receita” de reality show, em que apreciadores de cachorro teriam que comer cachorros – da sua marca favorita – para poder ganhar o show. Completamente doido! E isso num documento formal – ou qualquer coisa perto disso – usado para concluir uma negociação de show. Bom viver em um mundo onde seriedade não precisa ser idêntica a falta de bom humor.
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Há braços!
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Existem modelos e formas de se fazer isso, mas tem gente que leva isso ao estado de arte. Iggy Pop por exemplo. Vejam abaixo – em tradução livre e irresponsável – trechos retirados de um rider enviado pela produção do iguana que contempla em DEZOITO páginas todos os detalhes à respeito da produção do show. É hilário! Aparentemente escrito pelo roadie da banda, o frito Jos Grain.
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“Aparentemente estaremos na sua área, tocando em um concerto, e você vai proporcionar os equipamentos básicos. Bão demais! Está sentado confortavelmente? Então vou começar...”
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“3 Amplificadores Marshall JCM 800 100 watts – que tenham sido testados recentemente. E quando eu digo “recentemente”, eu não quero dizer “em algum momento nas três semanas que antecederam a ocasião em que caíram 5 metros do topo do galpão em que estávamos pendurando-o, depois que ele veio daquele evento da Xavasca Palhaça Inane onde eles tiveram a Competição de Mijar no Amplificador Marshall (se ele fez fumaça e faíscas saíram, e você ainda está vivo depois disso, nós te daremos uma garrafa de cerveja. E um passeio no skate da banda. E alguma maquiagem de palhaço). E o som que ele fez ao bater no concreto!! Bad-oi-oi-oi-oing!! Como nós rimos!!”
Não! Eu quero dizer recentemente. Dentro do período de uma memória. Preferencialmente a memória de um peixe dourado.”
.
“1 kit de peles de bateria com pedaços de fita adesiva amarela pregados, e a palavra “FRENTE” em caneta marca-texto em um lado. Vamos chamar este de lado da frente. Ah não, eu me confundi todo.”
.
“Nós precisaremos de um homem no monitor que fale bom inglês e que não tenha medo de morrer. (Só brincando... será?)”
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E aí depois de uma longa história sobre um show em Santiago de Compostela, ele explica sobre a necessidade do homem do monitor.:
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“Enfim, onde eu estava? Ah sim... nós não temos o nosso próprio homem do monitor, porque no futuro os robôs trabalharão para nós e farão do mundo um lugar melhor.”
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“Nas próximas páginas você encontrará o mapa de palco e uma lista. Não é excitante?? Eu aposto que agora você está super feliz de ter escolhido essa carreira no mercado de produção musical...”
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“Nós tínhamos um designer para a luz uma vez, mas ele enlouqueceu então atiramos nele. Foi a coisa mais linda. Agora ele é uma forma diferente de luz, um dos pequenos gobos de Deus no Dimmer do Paraíso.”
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E então ele reclama como um fanático do uso desmedido e exagerado das luzes. Sobre fumaça, eis o comentário:
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“Sobre a fumaça, se você puder guardá-la para mandar mensagens para povos das tribos indígenas norte-americanas, eu, Grande Chefe Detonador de Bateria, serei muito feliz.”
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E novamente reclamando do uso exagerado das luzes, principalmente nos olhos do cantor – Iggy:
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“Algumas vezes fazemos shows em que o designer de luz (operador pra nós) tenta sutilmente ligar os spots no meio do show. Infelizmente, se isso acontecer, será minha incumbência achar o operador depois do show e devorar a família dele toda.”
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E sobre câmera-men invadindo o palco com seus “cabo-men”, a explicação é clara:
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“Ninguém vai ganhar um Oscar para cameramen. Não é necessário e é horrível. Ah sim, e Iggy ADORA quebrar câmeras, então realmente o melhor é não chegar muito perto dele. Claro, eu estarei próximo para tentar evitar que ele destrua seu equipamento, infelizmente, só existe uma pessoa que eu possa me lembrar que gosta mais de quebrar câmeras que ele, e SOU EU.”
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No camarim:
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“Um pacote de cartas de baralho para pôquer. Para mim. No caso de eu querer fazer alguns truques com cartas. Ou no caso de alguma das namoradas dos caras da banda curtir um joguinho rápido de strip pôquer enquanto a banda toca.”
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“Um pouco de gengibre, mel, limões e uma faca afiada, para que possamos fazer chá de gengibre, mel e limões. Deus sabe porque. E um pouco de pólvora chinesa. Para que possamos explodir o camarim. Isso é uma piada, a propósito. Que bom que isso não é um aeroporto...”
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“Um jornal de língua inglesa como o New York Times, o Miami Herald. Ou o Guardian (o meu favorito). Ou uma cópia do USA Today que tenha alguma história sobre pessoas morbidamente obesas. Muito divertido!”
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“1 caixa de garrafas de boa cerveja Premium. Você decide qual. Mas lembre-se, eu posso lhe pedir para experimentar uma garrafa, então compre algo que presta!! Aqui uma dica – a marca provavelmente não vai começar com a letra “B” e terminar com “udweiser”.”
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“6 garrafas de cerveja sem álcool. O saxofonista gosta de misturar isso com o whisky dele. E com vodka. E com outra cerveja, provavelmente. Isso caracteriza um problema de bebida?”
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“Couve flor e brócolis. Corte em pedaços pequenos e jogue imediatamente no lixo!! Eu odeio aquela merda!”
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“10 pacotes de cigarro Espírito Americano. Atualmente eu sei que a não ser que você viva nos EUA você não vai encontrar desses. Mas eles são fantásticos! São feitos de puro tabaco orgânico sem nenhum aditivo. Isso é brilhante, não é mesmo? Eles devem ser muito bons para você. De fato, que se foda, eu vou voltar a fumar de novo. Pela minha saúde.”
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“E eu acho que é só isso. Aah, não, esperai. Uma moto BMW K1200 RS SE. Azul e prateada é a mais linda. Bem, não custa tentar, né?”
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E ao final do rider, do suposto documento, o maluco que assina com o nome de Jos Grain oferece uma “receita” de reality show, em que apreciadores de cachorro teriam que comer cachorros – da sua marca favorita – para poder ganhar o show. Completamente doido! E isso num documento formal – ou qualquer coisa perto disso – usado para concluir uma negociação de show. Bom viver em um mundo onde seriedade não precisa ser idêntica a falta de bom humor.
.
Há braços!
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Isso foi cometido por
Eduardo Mesquita
às
11:26
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
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