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segunda-feira, 30 de julho de 2007

Um festival Extremo - Casarão em Porto Velho


Sim, é isso mesmo! Depois de muito tempo esse blog vai voltar à ativa, porque existem muitas coisas que precisam ser contadas. Voltei agora a pouco de Rondônia, onde pude participar um poquito da cena rock independente de lá tanto no festival quanto nas plenárias e debates. Foi muito loki! .
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Nos próximos dias os textos começam a sair, e aqui no blog você vai se informar para saber se tem novidades e onde estão essas novidades. Se quiser facilitar sua vida, inscreva-se no Grupo do Inimigo (nesse box branco que tem aqui ao lado), porque por esse grupo eu aviso quando algum texto novo veio à luz. Fica mais fácil para você e para mim. hehehe
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Só para ter uma idéia do que vai acontecer, vai ser mais ou menos assim:
  • Mitocôndria -http://www.e-mitocondria.com.br/ - nesse site dos criadores de idéias eu vou postar os textos falando sobre os debates acontecidos durante o Casarão.

  • Dynamite On Line - http://www.dynamite.com.br/ - nesse site vou postar meus comentários sobre o evento Casarão, as bandas que tocaram e algumas histórias de backstage.

  • Loaded - http://www.loaded-e-zine.com/ - no programa Loaded 89 vai rolar uma banda que tocou no Casarão; e no blog do Loaded eu vou colocar um texto que me surgiu lá na plenária, falando sobre postura independente e sua necessidade.

  • Decibélica - na revista Decibélica, oitava edição, vai sair a reportagem completa, com tudo que aconteceu, compilando todo o material e todas as lembranças desses dias tão legais. Shows, histórias dos corredores do hotel, feijoada, Magal, gerente fresca de pizzaria, caos aéreo, Frozen Hell City e muito mais.
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Quer saber de tudo? Vai acompanhando aqui pelo blog que você não se perde.
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
eduardoinimigo@gmail.com
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terça-feira, 1 de maio de 2007

"A Hora do Rock" - pura arte e seus personagens.


Sou do teatro. Estou em palcos desde a oitava série, e nesse tempo já tive a honra de trabalhar com grandes diretores, atores e atrizes, e uma coisa que certamente eu aprendi é que uma boa história é feita por bons personagens e boas locações (ou bons cenários). O texto em si muitas vezes pode até ser improvisado, mas se você tem um rol de bons personagens com suas complexidades, doçuras, malícias e manias, você pode conseguir um bom resultado, ou melhor ainda, você faz arte.
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Segunda-feira, dia 30 de abril eu vi novamente isso acontecer. Saí do ensaio do teatro por volta das 21 horas e fui para “A Hora do Rock” no República, um evento bacanudo e simpático que acontece em intervalos esquizóides e reúne boas bandas, cerveja gelada e um ambiente pequeno, o que o torna aconchegante por algum tempo e cheio de gente boa a maior parte do tempo.
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Cheguei e fui recepcionado pelos acordes do Bang Bang Babies. Por ser uma banda que fez bons contatos, boa música e sua boa dose de suor, conseguiu espaço, vem crescendo e tocando em muitos lugares, e por isso vem também despertando sua dose de ciúme e inveja. Muita gente já fala mal dos meninos Bang Bang, o que em algumas aldeias do mundo é sinal de distinção. Não se joga pedra em árvore que não dá fruto, lembra-se disso?
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Pedrinho Malandrinho é o primeiro personagem da noite. Falta-lhe – como em muitos outros, eu incluído – beleza física. Pedro é feio, mas possui a dose combinada de teimosia que vira determinação e o destemor dos loucos ou dos irresponsáveis. Ou ainda dos corajosos, vai saber. Ele é o frontman do Bang Bang Babies (me recuso a chamá-los de BBB. A comparação não é justa). Entro no estúdio onde rola o show e ele canta com olhos baixos, a iluminação lhe favorece pois pega de baixo pra cima em seu rosto, e suas bochechas (não tão generosas quanto às do Google Valente) fazem sombra no olhar. Ele fica demoníaco, os olhos enegrecem e a expressão sem expressão que ele usa no palco me passa desprezo e arrogância. Seu cabelo desgrenhado compõe a produção visual necessária, e sua camiseta do Desastre é um toque de humildade. Cênico, bem cênico.
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Os Bang Bangs tocam som de festa. Boa de dançar e ainda assim bastante suja, com um baixão cavernoso, e Pintinho me lembra o Hook do New Order em alguns momentos, dedilhando as melodias de forma dançante até. Vital se tornou um econômico nas notas, e cada vez mais me lembras as melodias Tarantianas da surf music distorcida. E Hélio é um portento. Um “sapequinha” como diz outro personagem, Pedro Cambaleado. Hélio está deixando o cabelo crescer, deixou de lado aquele ar de “menino criado com vó” que tinha no início dos Walla Boys e agora carrega um jeitão cool de baterista rodado. O que efetivamente se tornou. E toca muito o desgraçado. Eu conheço muito pouco as músicas dos Bang Bang Babies, mas o show foi bastante legal, principalmente porque o espaço pequeno do estúdio, logo entupido de pessoas, apresenta a banda a centímetros do meu focinho, não há para onde correr.
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Uma menina dança no show dos Bang Bang Babies. Uma das poucas que vi dançando o show inteiro. Usa uma saia de bolinhas que logo desperta meu desespero (eu odeio roupas de bolinha. Com todas as forças da minha existência. Problemas, eu tenho problemas!), e sandálias de saltinho que fogem ao ritual rocker de fantasiar-se, isso me insinua uma persona muito própria, avessa à modas e padrões. Bom isso. Depois nos encontramos ao lado da geladeira. Após conversarmos um pouco (eu fazia minhas anotações e ela ajudava a fazer o caixa da venda de cerveja) ela se apresenta “Meu nome é Daniela”, e eu retribuo “E eu sou Eduardo”. Ela diz “Eu sei”. E eu não sei o que falar em seguida. Mulheres assim afirmativas são meio ameaçadoras para homens inseguros, especialmente quando não está acontecendo nenhuma dança de sedução e nenhum dos dois mostra interesse físico ou afetivo pelo outro. Esses momentos despretensiosos são os que mais exigem preparo, e eu não tenho nenhum. Fiquei olhando para os olhos verdes dela e acabo perguntando “Você não é a Daniela que eu briguei e bati boca dia desses, né? Porque seria muito constrangedor.”.
Não era essa Daniela. É outra. E essa é uma fêmea-alfa no bando, sempre cercada por rapazes ávidos, aos quais ela entrega o mínimo de atenção necessário. O tanto certo para ser educada, e o suficiente para não deixar ninguém esperançoso. Apesar de ser cercada por toda noite por um jovem e cabeludo vocalista. Tolo...
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Uma coisa que merece destaque é o potente ar condicionado da sala do estúdio em que o show foi feito. Durante o show dos Bangs segurou a temperatura com galhardia.
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Grandes personagens viam em duplas. Didi e Dedé, Batman e Robin, Crusoé e Sexta-feira, Tom e Jerry. Aqui não foi diferente. No bar Renatinho e Douglas vendiam cerveja aos berros, parecendo feirantes e com muita disposição. Figuraças. No lado de fora Mestre Gustavo e Mestre Luiz Maldonalle são sempre um par de simpatia e bom humor. “Não me fode!!!” é o mote da vez, e cada vez que escuto isso me arrependo de ter estado tão bêbado no dia que falei isso para o Luiz. É engraçado, e alguns dos melhores momentos da noite são ao redor dessas duas duplas.
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Fumar, o povo fuma mesmo. É uma pena. E o que poderia ser um lounge delicioso ("Não é dark-room!! Se eu achar pôrra no meu carpete eu mato alguém!!" urrava o gentil ogro), que é uma segunda sala do estúdio, com ambientação negra e som diferenciado, logo começa a se encher de fumaça cancerígena. Imagino que depois tenham parado, porque o cheiro diminuiu, mas não me atrevi a entrar inteiro na sala novamente. Sigo andando com meu cantil e minha boa cachaça mineira, que ia me distraindo em momentos de pura atenção naquela fauna rica que ali estava. Muita gente que não conheço, o que é ótimo, porque os tempos em que chegávamos em um ambiente e conhecíamos todo mundo eram tempos de um clubinho fechado no rock, agora muitas outras pessoas aparecem, mulheres com produção caprichada, homens bem barbeados, muita gente perfumada, outros sem barbear, outras sem produzir, muitos sem bem cheirar, mas o ambiente se torna cada vez melhor. Diversidade! A figuração é importante num evento.
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Biula é um monstro, uma força da natureza, você nunca sabe o que esperar dele. Quando cheguei Luiz já tinha me avisado que ele estava solto, e que isso era perigoso. Pois é verdade. Biula é forte também, muito forte, e como qualquer monstro, ele não tem noção da própria força, e qualquer brincadeira é quase uma fratura. No início do show do MQN algum gênio tem a idéia brilhante de colocar Biula na porta, e ele quase cria problema, pra variar. Queria deixar entrar só as mulheres e se recusava a abrir a porta totalmente. Mas é um monstro gentil e gente boa. Foi um puta roadie durante todo o show, ajudando em momentos críticos e sempre se antecipando aos problemas. Bom!
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No lado de fora foram colocadas telhas cobrindo o que antes era um vão generoso, e isso aumenta o calor substancialmente. Às 22 horas a casa já estava lotada, o que é bastante bom, porque as coisas acontecem mais rápido e a noite pode ser esticada para outros rumos (apesar de que na segunda-feira o Kuka estava fechado, segundo me disseram). Algumas coisas ainda precisam ser melhor pensadas, como em qualquer evento, e enquanto bato um papo com Túlio, comento que faltou algo para se mastigar. O povo bebe muito, isso é um fato, e se houvesse ali uma folha de alface que fosse, o povo certamente ia consumir fartamente. Pode ser outra alternativa de renda, quem sabe uma parceria com algum fornecedor. Quem sabe COM A TIA DO ACARAJÉ!?!?!?!??! Ia ser o céu!!
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Romildo vendia Cd´s. Era um cara conhecido num sebo grande que tem na avenida Goiás. Romildo saiu de lá e acredita que está quebrado. Pesquisadores americanos dizem que grandes empreendedores normalmente quebram até três vezes antes de encontrar sua verdadeira fonte de fortuna e satisfação. Romildo não quebrou nenhuma vez ainda, apesar de achar que sim. Antes vendia Cds, agora passa discos de vinil para Cds, e tem freguesia boa, porque conhece muito de música e tem as manhas e os equipamentos certos para fazer isso. E também é da equipe Monstro agora. Romildo é um cara bom de papo e divertido, e seus imensos olhos verdes, junto com sua altura exagerada o fazem um ser diferente, além de sempre estar com um sorrisão na cara. Romildo está num momento cheio de oportunidades, apesar de achar que está com poucas. Um personagem trágico sempre tem seu charme no palco. Ainda vamos ouvir muito sobre esse sujeito.
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MQN começa a tocar. Colocar uma banda como essa em espaço confinado é sempre um risco, qualquer um que já se meteu numa briga com muita gente sabe que você precisa de espaço aberto, e confinar uma usina como o MQN naquela sala se mostrava meio temerário. Uma porradaria enorme, como sempre. O povo pulando adoidado, como sempre. Uma festa de rock, como sempre. Putz, é até tedioso comentar algumas coisas, mas o script é seguido à risca, a banda entra, devasta, diverte e some. Fico pensando se a simplicidade dos acordes da guitarra são típicos do tal Stoner Rock, porque não entendo de rótulos nem de notas, e como tão poucas notas podem ser tão abrangentes e preencher tão bem as músicas, é algo que sempre me espanta. Mestre Gustavo é competência técnica, talento e visual, um pacote que qualquer banda gostaria de ter. O povo chama o doce vocalista de “Gordinho filhadaputa”, “Gordinho viado” e deve ser bom ser tão amado assim. Alguém pede “Toca Ramones” num ar de provocação, e o relógio da parede da sala mostra que muito tempo já se passou, apesar de parecer que começou ainda agora. Quando a gente está se divertindo o tempo “avoa” realmente. Na hora que tocam “Heart of Stone” a proximidade se torna perigosa e explosiva, as pessoas tomam os microfones e caem pelas caixas dando risada. “Buzz in my head” é minha favorita, e fica fantástica assim de perto. “Hard Times” é o limite do ar condicionado e a temperatura definitivamente se torna intensa, e todo mundo compreende o que acontece no Martim Cererê quando o teatro incendeia. Quente, cada vez mais e aí surge meu último personagem.
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Marlos é um sujeito bom. Completamente insano, totalmente desregrado, mas um sujeito bom. O alerta veio a semana inteira, “vou fazer feiúra”, e alguns fingiam não entender o que era isso. Pois o japonês doido invade o show do MQN, abraça Fabrício e derrama várias cervejas na cabeça dos dois. Uma chuva dourada de desperdício e sujeira. Sabe quando você está visitando alguém e a casa é nova, e os móveis são brancos, e você tenta ser o máximo cuidadoso o tempo inteiro para não fazer merda? Aí o dono da casa entra todo imundo porque estava jogando bola com o cachorro e senta no sofá e mete o pezão sujo de barro no couro branquinho? Isso foi Marlos dentro do estúdio. Todo mundo se comportando direitinho (na medida do possível pra alguns. hehe) e vem o dono da casa e derrama cerveja pra todo lado. Quando o cara mete o pé de toddy no sofá você fica a vontade, não precisa se policiar o tempo inteiro. Marlos derramou cerveja e virou uma chuva de cerveja dentro do estúdio, gente rodando latinha e fazendo a folia. Marlos é maluco! Fez feiúra como prometeu mesmo.
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Revistas Decibélicas sendo vendidas e entregues, entrevistas sendo gravadas, negociações de colunistas para novos portais e sites, muita coisa acontecendo nesse novo evento da noite rock de GoiâniaTown. Ao final, conversando com a doce Larissa, comentando os modos shrekianos do seu querido japonês, damos risada e comentamos sobre pessoas, sobre palavras e sobre o tanto que a noite foi muito. Muito cheia, muito divertida, muito boa. Uma boa prosa pra finalizar e eu estava pronto pra ir embora.
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Bons personagens, boa música e bom cenário. A propósito, o cenário!! No República, o estúdio simpático que fica ali na Alameda Botafogo com a Rua 3, no centro, bem perto de onde um dia foi a Transa, o puteiro mais famoso de Goiânia. Bem perto da Paranaíba, onde hoje é o puteiro a céu aberto da cidade. Pensando bem, o lugar é perfeito para a putaria mesmo, com uma vizinhança e história como essas, e além de ser um evento muito loki, é um estúdio fantástico, elogiado e reconhecido pelas duas bandas que tocaram. Então fica atento, porque “A Hora do Rock” é arte em seu estado mais natural, composto pela direção precisa de um suado e afobado Túlio, a co-direção insana e criativa de um ogro gentil como o Marlos, música tema sempre conduzida por grandes bandas e a presença de muitos personagens fantásticos. Arte, meu amigo, pura arte!!
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
eduardoinimigo@gmail.com
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quinta-feira, 5 de abril de 2007

Aniversário da Decibélica - EU FUI!


Sábado, 31 de março, foi um dia insano.
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Começou corrido porque eu fui convidado para um debate na FASAM sobre o filme “Inconscientes” (uma co-produção espanhola e argentina muito legal) e nem sequer pude ver o filme antes, então já saí de casa logo cedo com essa preocupação. Como você vai pra um debate ser ter visto o filme? Me cobrava e me recriminava, mas não deu pra ver então a vida tem que seguir seu rumo. Cheguei lá e a apresentação teve um atraso considerável, então minha culpa começou a diminuir. No início o áudio não estava bom, depois o filme teve um problema técnico e por fim a exibição foi interrompida antes do filme terminar. Ou seja, tudo correu bem. Participei do debate com a jornalista Tacilda Aquino que é uma figuríssima e rimos muito durante a exibição do filme e durante a prosa com os alunos depois do filme. Gente me perguntando sobre Jesus Cristo e a psicanálise, gente tirando dúvida sobre ids, egos e superegos, muita gente interessada, e essa é sempre a melhor parte de estar num debate acadêmico.
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Se a manhã foi amalucada, a tarde foi ainda mais maluca. Começou com uma correria infernal, acabei faltando ao ensaio do teatro (estreamos agora em maio com a biografia do Chico Xavier), tomei uma bronca do diretor, mas às cinco horas da tarde estava na porta do Martim Cererê.
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“Uai, tem cabelo nascendo aí Eduardo. O que você tá fazendo?”, essa foi a minha recepção quando cheguei no Cererê, pelo frito surtado João Lucas. Claro que não tem cabelo nascendo, a não ser que “deus desça na terra”, como eu disse ao João. Mas num dia tão conturbado, um comentário desses nem preocupa.
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“Jornalismo preguiçoso, esse é o nome!”, foi outro comentário gentil, dessa vez o rotundo Fabrício Nobre comentando meu “furo jornalístico” sobre a vinda do BellRays para o Bananada. Mas eu fui me basear nos informes do Freakin Finas, tinha que pagar o preço da ousadia, certo? Que tarde! A propósito, preciso deixar isso claro: o BellRays não vai vir para o Bananada, o que é uma pena, porque eu gostei bastante do som da banda.
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Finalmente entre e sentei-me com alguns figuras que já estavam por lá e dei boas risadas com o Pedro “Reator” e seu figurino “descolado” para fazer as entrevistas do vídeo. Beto Rockefeller e Ed Rockefeller me contam dos planos da banda para o novo Cd, que será gravado em maio, tudo isso enquanto aguardávamos o início das festividades. Sim, houve um atraso, apesar da equipe Fósforo estar tomando conta de tudo, novamente de forma bastante profissional, mas o atraso aconteceu. Normal, havia poucas pessoas no Martim às cinco horas. Mas é interessante perceber - e quero destacar isso - como a equipe da Fósforo está se tornando uma máquina funcional de produzir shows, com gente se especializando em cada necessidade da produção, com tarefas bem distribuídas, com gente comprometida realmente sem reclamar de serviços. Muito legal ver esse povo trabalhando, porque é uma aula realmente.
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E mesmo com poucas pessoas, algumas cenas acontecem. Como a segurança do festival ainda estava sendo posicionada, ninguém estava autorizado a entrar no Cererê, e por um tempo nem as bandas estavam liberadas para entrar. Uma loirinha, de uns 30 kilos no máximo vem até o portão e ameaça fazer um escândalo, porque o ingresso dizia 16:30 e já eram 17:00 e quando um segurança já se movia para interceder, a loirinha cai na risada e abraça a jovem “porteira”. As duas eram colegas de sala, acabaram trocando informações sobre uma prova que vão ter essa semana. Do lado de fora três guris cantam músicas de capoeira e entornam uma garrafa plástica, o que poderia parecer meio contraditório, mas é uma tarde insana de rock, então eu aperto o botão do "Foda-se" e toco pra frente.
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Mas aí começam os shows. E para abrir os trabalhos colocaram a Bipolar Blues, do Luiz Maldonalle, que de início não apreciou muito a idéia de ser a primeira banda do evento, ele me contou depois. Mas o sujeito quando já provou sangue, não recupera o juízo. Na hora que abriram as portas do teatro e a Bipolar Blues começou a tocar, ninguém se lembrava mais que o festival estava começando. Isso porque os três sujeitos são profissionais, não no sentido financeiro (porque acho que não ganham pra tocar), mas no sentido de saber o que fazem e fazer muito bem feito.
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Sabe aquele comentário que fazem sobre o Romário? De saber os atalhos do campo? A Bipolar tem três Romários na linha, os caras não fazem força, tocam sintonizados e tranqüilos, e é muito bom ver um povo com aquela segurança. A um certo momento do jogo... quer dizer, do show; o Itarlan (baixista) come um chocolate com a maior tranqüilidade do universo, enquanto desfila riffs e timbres no baixo. Numa tranqüilidade enorme! Depois fiquei sabendo que o chocolate é uma ferramenta para vencer a abstinência do cigarro. Nobre Itarlan, tem minha torcida para nunca mais colocar um cigarro na boca!
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Luiz joga a guitarra pro alto, esfrega na perna, toca com os dentes, faz o diabo, e avisa: “Não interessa a hora que puser a gente pra tocar, pode ser meia noite ou meio dia. De qualquer jeito, a qualquer hora, O PAU VAI QUEBRAR!” e quebra mesmo. O dinossauro guitarreiro ensandece, e que bom se a raiva provoca isso no sujeito, porque ele não teve dó e distribuiu clássicos um atrás do outro, falando pouco e tocando demais. Foi muito bom olhar em volta, ver uma molecada bem novinha cantando “Foxy lady” junto do Bipolar. Como diz a Kombi Hippie em “Carros” quando o Jeep militar manda abaixar o som: “Respeita os clássicos! Isso é Hendrix!”.
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Eu que já tentei aprender a tocar violão uma dezena de vezes, e nunca consegui intimidade com o troço, fico até com raiva vendo o Luiz tocar daquele jeito. Normalmente shows de músicos virtuoses como o Luiz são chamados de masturbatórios, como se fosse uma grande punheta ali no palco. Pois que ninguém se sinta intimidado, mas ver o Luiz em pleno momento guitarrístico-punhetal é para ficar na memória. Na minha frente um guri tirava fotos com o celular, tentando acompanhar a guitarra que voava. Detalhe: o visor do celular dele estava destruído, ele nem via o que fotografava, mas tinha a certeza da cena inesquecível.
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Me abaixo para fazer algumas anotações e o maluco do Maldonalle resolve jogar um DVD dele para a platéia. Só percebi o que estava acontecendo quando uma dúzia de pessoas pulou na minha cabeça para pegar o tal DVD, achei que eu tinha entrado no meio de uma briga. Mas mesmo apanhando, o show foi muito bom, fantástico mesmo. Ainda falta o que eu sempre cobro do Maldonalle: quebrar a guitarra. No dia que ele destruir a guitarra no palco, aí terá completado sua sina e pode voltar para Asgard, até lá continua mortal.
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O aniversário da Decibélica não lotou tanto quanto os outros eventos da grife, o que proporcionou mais espaço para andar e bater papo com aquele monte de gente interessante que se reuniu. E por causa desses papos eu perdi mais da metade do show do Envy Hearts, que eu tinha divulgado tanto. Falei dos caras no Loaded, no Reator, na Dyna, e isso porque realmente eu gosto muito do som dos caras. Um rock simples e nervoso, bem tocado por uns guris (o guitarrista parece um modelo de propaganda de Talco PomPom) e que vêm melhorando no palco. Explico, eu sempre gostei muito do som deles, mas tinha preguiça de ver os shows, porque a presença de palco deles era fraquinha, sem interação com o povo (eu acho isso importante. Só o Demosonic consegue fazer rock-autista bem feito), com uns comentários bobinhos, bem aquela coisa de quem está tocando pros amigos e aí vira um monte de piadas internas que só os “miguxos” entendem. Mas eles melhoraram, conversando menos, tocando muito (como sempre) e quando falam não assustam. “End of the road” (acho que é esse o nome da música, porque não acho MP3 dos caras em canto nenhum. Divulga gente!!!) é uma puta música boa, e nessa hora eu confirmei tudo que tinha anunciado antes: a banda é boa demais.
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Depois vinha Wwoolloonnggaabbaass. Não são tantas letras, mas eu sempre me confundo com quais são as letras que vêm em duplas, então como jornalista preguiçoso que sou, não vou consultar, vai de memória. hahahahahhahaha
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Falando sério, o nome da banda é Woolloongabbas e os caras fizeram o primeiro show deles num Rock do Véi junto com o Sangue Seco. Nossa amizade começou ali e depois disso já dividimos o palco várias vezes. Naquela época eles faziam um som que chamavam de punk-blues, mas foram migrando lentamente para mais longe do punk e mais próximo do rock de raiz negra, o clássico realmente. A entrada do Lucas deu mais peso para as guitarradas da banda, mais solos nas músicas e mais liberdade para o Éder poder cantar. E aí com o Éder podendo cantar o Jordão ficou mais livre para ser... o Jordão! Poucas bandas podem se dar o direito de ter um símbolo vivo, um ícone que anda, pois o Jordão é isso no Wooll... na banda. Ele é uma figura divertidíssima e muito carismático, e a molecada que vai aos shows adora estimular a trela dele. Dá naquilo, diversão!
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Os caras já entram ganhando a platéia mandando um litro de whisky para os gargalos ávidos do público, depois mandam um litro de vodka, e aí já tem muita gente chapada então o show vira uma farra mesmo. Juan e Hélio estão cada dia mais entrosados (Hélio é um ótimo baterista, todo mundo sabe disso) e a banda está mais solta, mais à vontade. Éder assumiu a maior parte dos vocais e Jordão faz a animação do auditório, as tiradas filosóficas e o carinho da platéia. Tá achando que o cara é marrento? Ele põe a cabeça pro povo carinhar durante o show, e o pior é que muita gente se acotovela para fazer carinho na cabeça do figura. Foi o melhor show que eu vi desses caras, muito entrosados, animados, divertidos e botando pra quebrar.
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Quando tocam AC/DC durante a música “O Álcool” e quanto tocam o cover do Johny Cash eles mostram que realmente se afastaram do punk rock, e isso é bom porque existem poucas bandas nessa área que eles estão ocupando. E ocupando cada vez com mais competência.
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Nunca tinha ouvido Janice Doll. Perdi tempo em não ouvir, porque o som é muito bom. Um sujeito me disse que o som era “emo”, outro me disse que era “alternativo”, outro me disse que era “indie” e eu fiquei sem saber que rótulo pregar nos caras. Tem guitarras pesadas, tem vocal angustiado, tem baixo galopante, tem bateria destruidora, quais outros clichês eu poderia gastar para falar dos caras? Talvez reforçar ainda mais a galopância do baixo, que realmente é um ponto alto da banda. Só sei que gostei bastante do show deles, com músicas rápidas e pesadas sem descambar para o hc puro e simples. Sempre uma refinada aqui, uma burilada ali e eles conseguem fazer rock de qualidade, bom de ouvir dirigindo na estrada. Bem rápido. Repetiam sem parar que gostaram muito de tocar em Goiânia Rock City, apesar do povo não ter entrado em grande quantidade para conhecer os caras. O teatro ficou meio vazião no show deles, o que foi uma pena. Mas acho que eles não lamentaram nada, até porque dois deles levaram grandes lembranças de Goiânia, tenho certeza.
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Eu tinha conhecido o Yglo num show no Cepal. Não tinha gostado. Acho que eles fizeram um cover de Legião ou Ultraje e eu achei aquilo bem datado. Depois pude ver um show deles no República, mas eu estava muito bêbado naquele dia, então nem entendi o que acontecia na minha frente. Mas eu conhecia algumas músicas deles e gostava, então fui tranqüilo pro show. É outro que eu não sei rotular (e antes que as pedras voem, deixa eu dizer que rotular não é fundamental, mas ajuda quem não conhece a banda a ter alguma idéia do som). Tem uns lances meio gritados, tem um vocalista com uma cara ruim de dar medo, mas o rock é direto, grudento e as músicas foram feitas para ficar presas no crânio. Tá na mão de Deus é uma delas (apesar de eu ser agnóstico, como não impressionar com versos como “tá nas mãos de deus a maconha e o pó”. Olha que deus é isso!), Ácida é outra e é cantada com ódio, com vísceras, de forma – putz, não dá pra escapar – ácida mesmo! Estou me tornando refém de clichês e redundâncias!
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Só não tenho certeza de como falar o nome da banda. É Ýglo, com a sílaba tônica no “Y” ou é Yglo com a tonicidade no “glo”? Alguém depois me explica, por favor.
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Não vi nada de Sapatos Bicolores. Estava lá fora batendo papo e comendo um mixto quente. Sim, porque aquilo não é bauru, definitivamente. Cada dia eu sinto mais a falta da tia do acarajé, e o mixto tava até bonzinho, mas nada se compara ao acarajé da tia. Gente que produz show, pelamordedeus, acha essa mulher!!!
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Depois veio Rockefellers. Com música nova tocando no Loaded, com planos de novo Cd agora pra gravar em maio (como já disse), com muita novidade, mas nem todas eu gostei. Isso porque eles tiraram todos os coros das músicas, em que os backing vocais “enchiam” a melodia, davam uma forrada no som, e eu gostava muito daqueles “úúúúúú” em Fight Club, por exemplo. Agora só o Beto canta tudo, e isso pesa pra ele e a voz sozinha não ocupa todo o espaço que antes as três vozes harmonizavam. O Ed toca muito, é um puta baixista, mas não sinto que ele já se integrou no palco de igual pra igual com o Leo e o Beto. Algumas vezes eu tenho a impressão de que ele fica meio sozinho, meio procurando um olhar de parceiro de banda, e esse olhar não vem. Sei lá, pode ser nóia minha, e eu sou muito paranóico (“porque eu sei que você quer me mataaaaaaaaar” hehe), mas achei que eles estavam frios. Foi um show bom? Foi. Mas para quem já tinha visto outros shows deles, isso é pouco.
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O MQN tá diferente, tá mais metal anos 80. Aquele limite entre o hard e a farofa que rende músicas ótimas de tocar ao vivo e shows agitados, mas que não é tão acelerado, rápido, o que facilita para quem toca. Isso ajuda, porque Fabrício já não é mais o mesmo, já não dança tanto, já não provoca tanto, ele vai fazer bem em diminuir um pouco a circunferência, mas isso é detalhe de foro íntimo. Ele sabe o que faz do seu corpitcho. Agora o show foi bom bragarai, como sempre é o show do MQN. O solo de gaita do Uirá em “Cobra” é uma excelente idéia e ficou muito bom ao vivo também, mostrando que o “harmonista” tem veia rocker mesmo.
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Foi provavelmente a hora que o teatro mais encheu, mostrando o tanto de gente que gosta de show dessa banda, e pra variar eles estavam se divertindo. Talvez até mais que o normal, pois como o Nobre disse, ele não estava lá trabalhando, não estava produzindo o evento, não preocupava com bilheteria, com traslado, com nada. Foi lá pra tocar e fazer rock, e fez isso com alta qualidade. Falar dos outros MQNs é até redundante; Miranda, CJ e Mestre Gustavo dispensam apresentações e comentários. Mas eu não resisto e pelo menos preciso dizer da precisão pancadística da bateria, da criatividade da guitarra com poucas notas e tantas variações e da musicalidade do baixo. Pronto, disse!
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E aí veio o Forgotten Boys, que eu acredito que já podem sair candidatos a vereador em Goiânia. Uma chapa nas próximas eleições com o Gustavo (que ilustra esse post em uma foto clonada do Charles Mason), o Chuck, o Jimmy do Matanza e o Daniell Belleza. Êita que era uma eleição ganha, com esses caras que são adorados por aqui e que parecem adorar GoiâniaTown também. Gustavo mencionou isso no show, contabilizando cinco ou seis vindas para cá. O show era muito esperado e o povo gostou. Não posso ir além disso sem correr o risco de ser novamente redundante. O som dos caras é simples, então a descrição também precisa de simplicidade. Foram novamente competentes, fizeram o povo pular e o sorrisão aparecer. "C'mon" para mim é a minha favorita, que puta música legal!
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Não fiquei até o fim, não gosto tanto assim de Forgotten e já tinha visto "C'mon", então peguei meu rumo pra rua. Encontrei o Vítor Paulista na porta e aí me ocorreu que algo estava faltando. A revista com o single do MQN encartado não haviam sido vistos durante toda o evento, e me foi explicado que por problemas em gráficas a revista não ficou pronta à tempo. O single também não chegou a tempo. Nada chegou a tempo. Uma primeira vez para os eventos da Decibélica, dessa vez algo deu errado. Dizem que quanto mais vezes você tem sucesso, mais se aproxima a hora de algo não funcionar, e dessa vez isso aconteceu.
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Nem consegui conversar com o Beto Decibélica na noite porque ele estava numa correria e pilhado demais, deixei pra depois. E aí na saída o Vítor me chama para ir para a chácara, onde as bandas estavam hospedadas, e eu cogitei a hipótese por três segundos, mas aí eu "caí em si" e vi que a idéia não era muito boa. Isso tinha tudo para virar uma farra de proporções pantagruélicas, e eu sou um cara sério, pouco afeito à farras e bebedeiras (hehehe), então fui para casa.
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Ponto baixo? De novo eu fui chamado de bocó pela Aline, porque não a reconheci. Mas dessa vez eu decorei bem a expressão dela, não cometo isso de novo. Mas ela também não me reconheceu, então a bocozice fica empatada. rs
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Ponto baixíssimo de tudo? A confusão nos aeroportos que não permitiu que meus irmãos Loaders Valter e Alexandre viessem para Goiânia. Uma merda mesmo, porque fiz um almoço no domingo com todo o capricho, preparei uma guacamole para enquanto nos embriagávamos e uma picanha na mostarda para saciar o buchão. Como os paulistas não vieram, coloquei goianos de igual calibre e nobre estirpe na lista, e o rock rolou domingo inteiro no meu domicílio. Pelo menos umas sete marcas diferentes de cerveja eu pude experimentar e pude abrir algumas cachaças da minha coleção para deleite da molecada. Foi loki.
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Um fim de semana novamente marcante, e foi melhor ainda porque a revista e o single não chegaram a tempo.
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Porque? Porque isso é motivo pra rolar outro festival e outra cachaçada!!! Beto, marca outro festival para o número seis da revista e vamos comemorar um ano de Decibélica de novo!! hahahahahahahahahahaha
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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quinta-feira, 15 de março de 2007

Goiânia, cidade partida?

Recebi um e-mail no começo do mês, do Mauro Alves. Depois de mais um bate-boca promovido por mim e pelo Segundo (proprietário do selo Two Beers or Not Two Beers, daqui de GoiâniaTown) no orkut, ele se incomodou e me mandou a mensagem abaixo.
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Foi um tabefe bem dado, elegantemente aplicado e com algumas razões, o que motivou meu pedido ao Mauro para publicar o texto aqui no blog Inimigo. Toda a minha conversa com o Mauro, negociando a permissão para colocar o texto aqui, foi enviada para o Segundo por e-mail, e a idéia por trás de colocar esse texto aqui é abrir os canais de comunicação e estimular o debate sobre a nossa cena rock independente.
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Abaixo da mensagem do Mauro eu já coloquei as minhas considerações, respondendo os questionamentos e as provocações da mensagem. O espaço está aberto para quem quiser participar e soltar sua voz nos comentários, ou se quiser enviar um texto maior para alimentar a discussão, manda para eduardoinimigo@gmail.com e eu coloco como um post aqui. Inclusive foi essa a proposta feita para o Segundo, que envie seus comentários para que eu os coloque como um post. O propósito não é alimentar rixa nem estimular dissidências, pelo contrário, a proposta é aproximar.
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Para quem não é de GoiâniaTown um esclarecimento se faz necessário. O selo do Segundo é um dos mais antigos da cidade e tem preferência - não exclusividade - por sons pesados como hc, metal e assemelhados. Segundo defende uma ideologia underground de contra-cultura, embasado em suas leituras de filosofia e em sua vivência, e por acreditar nisso e ser de uma família de posses ele é muito atacado por fakes de orkut que alegam que ele é playboy e filhinho de papai, o que imagino que o irrita bastante. O fato é que nos diferenciamos nas crenças de parcerias, qualidades nos eventos, formas de trabalho e um monte de outras coisas. Antes que pareça que somos adversários que se odeiam, deixo claro que nossos contatos no mundo real são sempre tranquilos, conversamos, damos risada e eu falo com sinceridade que não tenho nada contra a pessoa dele. Imagino que a recíproca é verdadeira.
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Mas somos dois teimosos e falamos muito. Daí nossos pegas virtuais quase constantes. No fim de tudo eu me divirto bastante com nossos pegas, acho que ele também deve rir bastante. Enfim, leiam a mensagem do Mauro, depois as minhas considerações e vamos ver quem mais entra na prosa.
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Goiânia, cidade partida.
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E quem se importa? Não eu.
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Estou me referindo à última contenda entre Segundo e Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei. Ao ler as dezenas de posts no tópico do aniversário da DECIBÉLICA, fiquei pensando: o que esses dois querem? Os textos do Segundo são como prédicas, algo como ler “O Evangelho segundo Segundo”. O tom é messiânico e, como bem expôs o Eduardo, fica parecendo que o dono da verdade é ele. Confesso que estou mais próximo de concordar com o Segundo do que com o Inimigo. Mas, apesar de, a meu ver, tangenciar a verdade, Segundo põe sua argumentação a perder ao usar um tom inegavelmente emocional. O Eduardo é psicólogo, tem o jeitão condescendente dessa raça, o que me deixa com um pé atrás, apesar de concordar com coisa e outra que diz, e de admirar seu domínio da escrita e articulação.
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Segundo, o que você quer? Que a galera do Rockefellers vá fazer um som parecido com o do Corja? Ou do Murder? Que vá tocar no Cantoria e beber catuaba no meio-fio na frente do DCE? Você sabe que isso não vai acontecer. E sabendo disso, ao criticá-los, fica parecendo que você quer que os caras parem com a banda, com a revista e seus shows, só porque não se enquadram com o que você definiu como certo. Eles têm um background social e cultural diferente, não podem, nem querem, fazer algo pro público do DCE, Capim Pub, etc. Existem trajetórias diferentes, sempre houve. Existem escolhas diferentes, também. Sex Pistols eram working class, e eram foda. Já o Clash tinha o Strummer que era middle class, e eram foda também. Velvet Underground era formado por caras sensíveis, novaiorquinos oriundos de escola de arte. Stooges era ralé. Qual deles foi o melhor, você arriscaria dizer? Por acaso bandas como Velvet Underground, Talking Heads, Residents, Can, e outras que não rezavam pela cartilha da chinelagem, não deveriam ter existido? Não estou falando aqui que Rockefellers faz parte desse tipo de rock intelectualizado, pelo amor de Deus. Estou só defendendo a biodiversidade no rock. E não me fale de atitude rock, por favor. Só dou valor a esse tipo de coisa hoje se tiver muito senso de humor por trás. Muita sacanagem e capacidade de rir de si mesmo. Não parece ser o seu caso. Você tem uma ideologia (quase uma religião como todas as ideologias) e, sobre isso só tenho uma coisa para te dizer: cuidado com ideologias.
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Eduardo, o que você quer? Sei que não quer calar o Segundo, mas sim que ele faça suas críticas de forma mais amena, mas acho que cada um tem seu jeito, e esse é o dele. E acredito que o Segundo tem um papel aqui, o de jogar merda no ventilador. Querer que ele não diga pra galera baixar a bola é babaquice. O argumento de que tem mais é que falar bem, apesar de o artista não ser bom, para que, no fim, se torne bom, é falacioso. E pode redundar em algo perigoso, a auto-indulgência. Se ficarmos nessa de the scene that celebrates itself, aí é que Goiânia não vai dar nada mesmo em termos de rock. O Segundo diz, e eu acredito, que existem outros que pensam como ele, mas não têm coragem de falar o que ele fala. Ele é o porta-voz do baixo-clero do rock goiano (não é uma ofensa, Segundo), uma galera que, apesar de não repercutir nacionalmente como as bandas que circulam a Monstro, representam, bem ou mal, a verdadeira face do rock goiano, a meu ver: orgulhosa e caricaturalmente ignorante, bêbado de catuaba, desleixado e fedorento e, infelizmente, que se leva muito a sério. E, mesmo morando no Bueno, tendo o pai rico, e, principalmente, não sendo nem um pouco ignorante, apesar do desapego pelas vírgulas, o Segundo é um dos ícones dessa rapaziada e o modo com que se expressa é típico desse pessoal. Sim, seu discurso fica prejudicado pela forma com que o apresenta, admito. É o problema de se levar por demais a sério. Ele mesmo diz carregar uma bandeira. Fica difícil rir quando se está abraçado a um mastro, me disseram. Mas a fala enfezada é o texto e a entonação da turma dele e você pode não gostar do som que fazem, nem do modo com que falam, mas eles existem e são maioria, pelo menos na cena rock. E querer que mudem o discurso, falando de outro modo, de forma mais conciliadora, é o mesmo que o Segundo pedir pra o Rockfellers tomar cerveja no bar da rua 03 e tocar no Cantoria. Cada um, cada um, e está todo mundo errado.
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Mauro Peixoto Alves
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Resposta de Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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Cara, isso que eu acho fantástico, a diversidade de opiniões, a multiplicidade de formas de ver um mesmo fato. Eu confesso que algumas coisas que o Mauro diz na mensagem dele não me fazem nenhum sentido e não concordo mesmo, mas muitas outras são extremamente coerentes e precisavam ser ditas em voz alta realmente. Tomei os meus tapões no pé da orelha com o que ele disse, claro, mas o mais importante é abrir a discussão e estimular essa conversa. Vou me dedicar agora a comentar e responder e dar seqüência a essa mesa redonda do rock independente goiano. Vamos lavar a roupa, molecada!
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Para começo de conversa, quando o Mauro fala do post sobre o aniversário da DECIBÉLICA, ele está falando sobre o post que comenta o evento que vai rolar no dia 31 de março, comemorando um ano de existência da revista, que vai acontecer no Martim Cererê e vai ter shows de um monte de banda legais entre elas MQN e Forgotten Boys. Serviço dado!
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Agradeço pelo comentário generoso sobre minha articulação e domínio de escrita, eu me esforço para atingir um patamar satisfatório. E sobre o “jeitão condescendente”, Mauro, não sei se é do psicólogo ou do trintão. Acho que seja mais da idade, de olhar as coisas e pensar “vocês ainda vão passar por isso” sem querer soar pregador ou piegas. Deixa os meninos quebrarem a cara, tentarem, errarem, é assim que se cresce e eu tenho certeza de que – apesar de tudo que possa parecer – não sou o dono da verdade. Minhas verdades nem sempre servem sequer pra mim, quem dirá para outros que não vivem o que eu vivo?
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Sim, você está certo ao dizer que não quero calar o Segundo, até porque duvido que alguém consiga. Concordo também que “cada um tem seu jeito”, mas aprendi em minhas aulas de Moral e Cívica (essa matéria é do tempo da ditadura militar, hoje não existe mais) que a minha liberdade termina onde começa a do outro, o que foi confirmado nas minhas aulas de psicologia que me mostraram que o ser humano só se confirma na relação, e a relação é uma coisa construída. Tá, esse é o jeito do Segundo, mas isso não obriga o mundo a aceitar calado as coisas da forma que ele quer. Acho que muitas vezes o tema da conversa se perde por causa do formato que se conduz a prosa, e quando o Segundo entra numas de pregação e determinismo da verdade, eu realmente me irrito e não “arresisto” em silêncio. Sei da inteligência do Segundo e sei que – quando quer – ele consegue se adaptar, mas quando vejo que ele está atacando por atacar, isso me chateia. Então o que tento é facilitar o diálogo, talvez buscando facilitar para meu lado? Pode ser, admito a canalhice do argumento, mas ainda assim eu não vejo críticas que me mostrem se eu posso melhorar minha forma também. Por isso assumo então que estou no rumo certo.
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Não concordo com esse papel de “jogador de merda oficial do reino”, porque ninguém deveria se prender a um personagem dessa forma, fica bobo, fica vazio, e quando ele faz isso acaba gerando acomodação para todos os outros que não concordam com as coisas, mas ficam calados, porque “Ah, o Segundo vai falar!”. Quanto mais gente falando, mais sério se torna o tema, porque quando só uma pessoa fala acaba criando o que existe hoje, um personagem que muitos preferem não levar à sério.
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Nunca quis que ele não dissesse pro povo “baixar a bola”, e se você puder ler o meu texto na sexta DECIBÉLICA, que vai ser lançada no dia 31 de março lá no Cererê (acho que já comentei sobre isso), vai ver que eu até concordo com alguns pontos desse argumento. Quando você diz sobre “falar bem porque uma hora melhora” eu vejo que a culpa é minha, por um post mal escrito que acabou sendo mal interpretado realmente. O que é ruim tem que ouvir que é ruim. Ponto final. Não acredito que devemos elogiar todo mundo só porque já está fazendo algum barulho porque uma hora vai aprender, acho até que vai aprender muito mais rápido quando alguém aponta aonde pode melhorar, o que não funciona e o que não presta. Mas apontar falhas não é jogar pedra, pelo menos não é sempre. Isso pode ser feito de forma positiva, e aí pode soar como papo de psicólogo realmente, porque eu acredito que mais importante do que O QUE se fala é o COMO se fala.
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Posso falar um monte de coisas ruins sobre você, mas se eu escolher o momento certo, a forma adequada, eu posso fazer você me ouvir e me entender de forma muito mais produtiva. E é por isso que esse “ícone” deveria – na minha opinião – cuidar melhor de como se expressa, porque muitos moleques encostam na sombra do Segundo se sentindo representados. Se continuar sempre assim, jamais haverá diálogo nessa terra, como já foi dito por gente muito melhor que nós todos aqui “olho por olho e todos acabaremos cegos”.
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E é aí que discordo frontalmente de sua argumentação, quando você diz que não posso querer que eles mudem a forma de se expressar. Quero e não vou desistir, como aposto que muitos também gostariam muito que eu mudasse a forma de me expressar e não vão desistir disso. É justamente nessa interface que todos nós vamos crescer e melhorar, e diferente do que possam pensar muitos, evoluir, crescer, melhorar, não são ruins por si só. Sei que não é fácil e não tenho certeza se sei o caminho, mas sei que vou continuar tentando.
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Você me pergunta o que eu quero? Eu quero morangos, Mauro, quero muitos morangos.
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Muito agradecido pela provocação e pela coerência de argumentos.
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Como eu disse, o espaço está aberto...
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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quinta-feira, 1 de março de 2007

Are you LOADED?

Sim, é isso mesmo! Eu fiquei um mês ou mais longe da minha participação mega-hiper-super-duper especial no Loaded. Não sabe do que eu estou falando? Veja bem, o Loaded - www.loaded-e-zine.com - é um programa de rádio virtual, uma web radio, um e-zine - nomeie como quiser - criado e gerenciado e produzido e cometido por três bandoleiros de SampaCity, o Valter, o Alexandre e o Carlos. Eu confesso que nem me lembro como, mas esses caras me acharam um dia. Devem ter lido algum texto meu na inFernet e - pira pra isso agora! - gostaram! Daí pra pintar um convite para eu participar do programa foi um passo e meio.
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Eu comecei fazendo minhas participações com a ajuda do Mestre Gustavo "Coffe Maker" Vasquez, que gravava meus áudios em seu estúdio, na época o Manicomial, hoje RockLab. Eu estava gravando participações para divulgar o Bananada, festival de rock independente de GoiâniaTown que acontece em novembro.
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Foi legal e pelo visto outros malucos gostaram da idéia. Eu fui ficando. Depois de um tempo o Vartão me arrumou um programa para gravar áudio, instalei-o no meu Pc e comecei a gravar diretamente do meu quarto. Isso me deu alguma dor de cabeça, porque os vizinhos (uma vizinha especialmente, eu sei quem é a descabelada) começaram a reclamar. Tá, alguém pode lembrar nessa prosa que eu sempre começo minha participação no Loaded com um grito, um berro, um urro desesperado e cheio de ódio. Pois então, para alguns o fato de eu estar gritando no meu apartamento depois das 23:14 é motivo pra encher meu saco.
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Pois então, eu sempre procurava uma banda nova para apresentar, falava dos participantes, contava alguma historinha sobre a banda, porque o Loaded é exclusivamente voltado ao rock independente. Centenas de bandas já foram "tocadas" por essa trupe, que de uns tempos pra cá conta com a presença do Serginho, dirigindo - ou tentando - essa loucura toda, e ainda a presença do Lucky Luciano Carioca, que manda suas intervenções diretamente de Floripa.
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Eu fui nomeado "Interventor responsável pela sucursal Centro-oeste" e venho... ou melhor, vinha desempenhando minha função com galhardia. Até o meu Pc explodir o HD. Eu fiquei um tempão fora do ar, mas estou me preparando pra voltar.
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E agora chegamos ao motivo desse post. Com a explosão do meu HD eu perdi umas milhares de músicas que eu tinha em MP3 prontas para serem apresentadas no Loaded. Então eu queria divulgar à todos que tem banda ou conhecem alguém que tem banda, que tenham interesse em rolar seu som no Loaded, manda o release com - no máximo - duas músicas em MP3, que eu terei o maior prazer de apresentar sua banda pro mundo. Ao menos a parte do mundo que tem juízo tão pouco que se preste a ouvir o que fazemos. rsrs
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Manda para meu e-mail, o eduardoinimigo@gmail.com e vamos reiniciar a participação pequizeira nessa balbúrdia querida. Manda no máximo duas músicas porque senão o arquivo fica muito pesado e dá trabalho demais, nós atuamos na lei do mínimo esforço. rs
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Aguardo seu material!
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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