quinta-feira, 7 de junho de 2007

Thrash Core Fast 02 - cai dentro!

O Thrash Core Fast é um evento aperiódico e totalmente fundamentado nas bases do Do It Yourself / Faça Você Mesmo, visando a ousada proposta de unir as cenas Hard Core e Metal como era na saudosa década de 80. A primeira edição, felizmente revelou um ar passivo e o respeito mútuo entre as crews do tenisão branco e calça apertada (representada na ocasião pelas bandas Slaver e Eternal Devastation), e a ala da bandana e boné de aba empinada – Wc Masculino e DFC – sendo as bandas Mob Ape e Possuído Pelo Cão responsáveis por nos apresentar a fusão entre as partes. Quem foi, presenciou a insanidade do bagulho, e estejam certos, esse ano será ainda pior!
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Para esta edição, contaremos com duas revelações do Crossover paulista, as quais pisarão pela primeira vez por aqui. Além delas, teremos também os maloqueiros thrashers de Brasília e Anápolis, e a velha guarda do Hard Core local. Devido a alguns problemas, mudamos o local do show do DCE-UFG para a ZIGGY BOX. Assim sendo, não haverá venda antecipada de ingressos; as entradas serão vendidas NA HORA, apenas na hora, sob o alto custo de 10 mangos (sabemos que é muito, mas é a única forma de repormos o prejuízo. Não visamos lucrar, a idéia é repor parte do que foi gasto, visto que boa parte da bilheteria é destinada ào aluguel da boate). Sem mais delongas, vamos ao que interessa:
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BANDANOS (SP)
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Heróis do Crossover nacional, os maníacos do Bandanos chegam com o recém lançamento do primeiro debut além de duas demos e um split com o Destruction's End na bagagem. Sonoridade balanceando Thrash Metal e Hard Core na medida e o vocal puxado do Accüsed resumem bem qual é a dos caras. Sem dúvidas, a maior revelação do crossover nacional nos últimos tempos! O pit vai pegar fogo!
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MP3 e Contatos: www.myspace.com/bandanos
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M.A.C.E. (SP)
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Banda relativamente nova e que já mostra certo destaque na ascendente cena Crossover nacional, a M.A.C.E. traz na formação integrantes das bandas Discarga, Live By The Fist e Good Intentions, só nego responsa! O som mostra maravilhosa agressividade típica de bandas como Municipal Waste e Cryptic Slaughter, o que, enfim, são ótimas referências! Crossover Is Back, porra!
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MP3 e Contatos: www.myspace.com/macecrossover
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VIOLATOR (DF)
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A ala do colete e tenisão branco não poderia estar mais bem representada! Os "violeiros" bangers de Brasília já rodaram o país na extensa Moshin' With Violence Tour em 2005, e voltam a Goiânia pela primeira vez após o lançamento do maravilhoso debut Chemical Assault, lançado em Novembro do ano passado e com a primeira prensagem já esgotada! O som resgata a peãozice do Nuclear Assault das antigas, o sorriso no rosto do Tankard e Anthrax, e tudo o que de mais Old School existir na praia thrasher por aí. Primeiro show por aqui com o Cambito Pernas Tortas na outra guitarra. Stage Dive Maniacs, é agora!
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MP3 e Contatos: www.myspace.com/viothrash
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WC MASCULINO (GO)
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Hard Core calcado no Crossover e Grind, canções curtinhas e a promessa de fazer a garotada dançar coladinha, esse é o propósito. O que se vê é uma mistureba oscilando entre tudo o que esteja entre o Sore Throat e o DRI, é mais ou menos por aí. Diversão garantida pro pit, se preparem!
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MP3 e Contatos: www.myspace.com/wcmasculino
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HC 137 (GO)
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A comando dos anciões Aurélio e Luciano (sim, juntos já somam um século de vida!), a velha guarda do Hard Core goiano mostra as caras com dois "novatos" e com uma nova roupagem no som, agora a pegada inclui palhetada e pedal duplo, muito diferente do que era há algumas décadas atrás nos antológicos "Nas Coxas" e "Made In Go". É esperar pra ver o que vem por aí.
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MP3 e Contatos: www.myspace.com/hc137
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BESTIAL HORROR (ANPS)
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Thrash Metal carroceiro de alguns dos bicho mais gente boa de Anápolis City: eis a Bestial Horror, com o seu thrash metal old school singular e explosivo, letras em português ( uma ótima qualidade por sinal! ), sempre sob o comando do insano vocalista Dead! São os responsáveis por abrir as portas do inferno.
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Fudeu! Esse é o serviço, caceta!!
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Thrash Core Fast 02
Data: 16/06
Local: ZIGGY BOX
Horário: Á Partir Das 18:00
Shows Com As Bandas:
- BANDANOS (SP)
- M.A.C.E. (SP)
- VIOLATOR (DF)
- WC MASCULINO (GO)
- HC-137 (GO)
- BESTIAL HORROR (ANPS)
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Rapaziada feia que é rejeitada pela família, nerds fedidos e velhos que não tem amigos porque só se preocupam em estudar, mas que não descartam a insanidade de suas vidas medíocres, punx, bangers, thrashers ou simplesmente rockeiros afins: COMPAREÇAM!
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Chamem seus amigos e levem uns trocados a mais para comprar discos, camisetas e dar um apoio às bandas que vêm de longe!
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É isso aí, juntar tribos e gerações diferentes. Quer coisa mais rock que isso? hahahahahahaha
Vou para ver os meus contemporâneos "idosos" do HC 137 e a meninada gentefina do Wc Masculino.
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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sexta-feira, 1 de junho de 2007

"Music for Anthropomorphics" by Mechanics - by Inimigo do rei


Sábado de manhã. Faz um frio insano do lado de fora da janela, daqui de dentro faz frio também, ainda assim eu me sento no chão. O Mechanic me diz que quer que eu sofra, vou tentar satisfazê-lo. Eu me sento no chão. Frio. Chão frio.
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Melhor aproveitar e cortar minhas unhas, as dos dedões do pé. Muitos dias usando coturno, minhas unhas estão sujas. Pretas. Preciso cortar.
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Coloco o Cd “Music for anthropomorfics” pra rodar. O Cd do Mechanics pra rodar. O livro na mão e o Cd rodando. A vizinha de baixo bate no meu chão, reclama do peso talvez. Bom. Ela que sempre ouve suas músicas gospel na hora do meu cochilo do almoço, agora quer sossego. Vaca. Não abaixo o som. Vaca.
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Tesoura, lixa, lascas de unhas pretas no chão.
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Márcio Jr. sempre com seu discurso de coisas interligadas, de ir além do simples e do aqui, de juntar peças e cacos desconexos. Márcio Jr. e seus discursos.
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A música alimenta Zimbres, que alimenta as letras, que realimentam Zimbres, que alimenta o Cd, que gera o livro, que produz arte.
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Em tempos de inFernet e downloads desconexos (ontem baixei três Cd´s diferentes, não consegui ouvir na ordem até agora. Talvez nunca ouça.), em tempos de falta de encartes e letras, em tempos de capas sem-graça por seu tamanho reduzido, o Cd dos Mechanics é diferente.
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Já tinha ouvido. Ouvi para me preparar para o Bananada, mas nada havia me preparado para isso. Estou sentado no chão frio cortando as unhas dos pés com a vizinha batendo uma vassoura no meu reto pelo chão que também é teto.
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Peso.
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Conceito. Segundo Rodolfo, tudo é o conceito. Sem o conceito não temos nada.
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E uma guerra é declarada.
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Atenção no visor!!! Atenção no visor!!! Atenção no visor!!! Atenção no visor!!! Atenção no visor!!! A segunda música começou. Atenção no visor!!! A segunda música está tocando! Atenção no visor!!! A segunda música...
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Ela passa disfarçadamente, exige atenção. Ele disse que queria meu sofrimento. Eu continuo. A vaca do 12º andar parece que desistiu. Quero que morra!
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As músicas vão se sucedendo e eu me lembro dos tempos que procurava trilhas sonoras para minhas peças teatrais. “...Anthropomorphics” é teatral. É ópera moderna com vozes sussurradas no meu ouvido. Sussurros que metem medo. Voz do diabo, voz do mal, voz nefasta, voz que falta sangue. O desgraçado não sangra.
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Minhas unhas estão no chão. O chão tá frio.
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Eu vi todo o show do Bananada, eu não estava bêbado, agora eu entendo, era parte da maldição, era parte da feitiçaria dos quatro mecânicos. Eu estava em transe e alfas ondas flutuavam. Eu entendi. Só eu entendi! Ninguém mais entendeu! Posso quebrar o disco, posso nunca mais ouvir. Eu entendi e vi como devia ver. Eram fragmentos de discursos e estéticas, misturados num caldeirão étnico de laurentinos e flashes de luzes estrobo. Tudo encaixado e encaixotado. Não explique mais. Não explique mais. Até isso faz sentido agora. Preserve o segredo. Não explique. Alguns vão entender. Eu fui o maldito que expliquei o segredo do fim do corredor. Só ele vai entender.
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Zimbres tem um traço sujo, difícil, incompreensível no início. Mas como numa arte em 3D, subitamente o desenho se abre e faz conexão, estou dentro de SF e entendo tudo melhor agora. Diálogos surgem, a citação zoófila faz sentido agora. Me lembro do show do Bananada, eu estava bêbado, eu estava com sono, eu estava vendo em flashes, eu estava sentado no chão. Eu estou sentado no chão. Katu e Túlio nas guitarras e solos, como o que eu me sento, não como o que eu me sento, porque são incandescentes. Vem do inferno.
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Zoofilia inédita. Não come. Chupa. Nunca tinha visto. Inédita. Chupa.
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Jaime e Lt. John operam baterias anti-aéreas com precisão e brutalidade. Mais uma voz metálica entra nos meus ouvidos, já não sei se vem do telefone ou das caixas de som. Estou completamente desnorteado, uma rainha foi morta e eu não lamento por isso. Eu quero que a vizinha morra. Minhas unhas pretas no chão. Cheiro de unha do pé cortada.
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As histórias se entrelaçam e criam um mundo à parte com cidades que voam e pessoas manipuladas, eu já vi isso? Eu vivo isso? Malditos Mechanics, criam um mundo insano e ele faz sentido. Como faz sentido. Vizinha vaca. Vaca maldita. Romance com uma vaca? Romance que chupa. Mundo insano fazendo sentido, isso é inédito. Chupa.
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Há quanto tempo não me sento para ouvir um Cd por inteiro? Esse faz sentido por inteiro, como a febre que começa com acordes zeppelinianos, meio Kashmir, meio muito peso. Ele precisa ser apreciado por inteiro. NÃO BAIXE! NÃO BAIXE!! NÃO BAIXE!! Esse desgraçado precisa ser apreciado por inteiro. Tem que ser comido com casca e semente. Não baixe, imbecil! Eu não vou explicar.
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É capa ou é encarte, eu nunca tinha percebido. Não é o pôster do disco branco, é um pôster... meudeusdocéu é um pôster!!! Novamente faz sentido, mas um pedaço se conclui. Mais sentido no mundo insano. Mundo mecânico.
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O desgraçado conseguiu. Seu discurso filhadaputa de artes coligadas, de ir além do discurso, de interagir com outros universos estéticos, étnicos e éticos, e o filhadaputa conseguiu. “Music for anthropomorphics” é inclassificável e faz sentido. Filhadaputamente com sentido. Como classificar? Me faltam rótulos. Olho pras lascas de unha no chão e elas parecem não ser pretas mais. Parecem ter algo verde por baixo. Pela janela o céu amarelo e minhas unhas sujas de lama verde. Serei eu o réptil esquisito? Eu estou sofrendo. Ele conseguiu.
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Precisamos ficar bêbados juntos. Precisamos discutir muitos. Seu maldito demônio criativo. Precisamos nos embriagar. O desafio está feito. Você Sp Eu Sf e algum líquido que embriague. Não existiremos sem o conceito. E o horror será semeado.
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Não há braços.
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Eduardo Mesquita, O Réptil do rei.
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quarta-feira, 30 de maio de 2007

Sem comentários... mas são 2!





















A propósito, o quadro que abre o post é "Duas Crianças Sentadas (Claude e Paloma)", óleo sobre madeira de Pablo Picasso, de 1950.

sábado, 26 de maio de 2007

COMPACTO.REC - o maior TBDC do país!


Tá vendo esse banner aí em cima? Não é esse aqui do post não, cabeção! Tô falando do banner que tá piscando e mexendo e mudando o texto aí em cima no cabeçalho do Grito. Pois é disso que eu quero falar.
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Terça feira, dia 22, teve início essa maluquice que foi gestada lá em Cuiabá e vai ser parida por um montão de páginas e sites e blogs (como esse canto perdido que você se encontra agora) para divultar material de banda boa que quer trabalhar. É o seu caso? Bão dimais! Vai lendo...
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Se você tem uma banda e tem material autoral que quer ser divulgado para o país, então a pergunta é uma só: Quer lançar um single virtual? Isso mesmo, maluco, o Compacto.rec te ajuda. Compacto.rec é uma nova oportunidade para bandas e artistas do Brasil inteiro na divulgação de seus trabalhos. Nada de concursos mirabolantes ou coisas do gênero, então você não vai precisar colecionar tampa de margarina nem pagar mico em vídeos toscos no SeuTubo. São mais de trinta páginas de vários lugares do Brasil lançando quinzenalmente (isso mesmo, cabeção, a cada 15 dias. Duas semanas!!!) um mesmo compacto virtual. O visitante de cada um desses diferentes sites terá músicas, imagens (que servirão como capas e encartes para esses singles) e informações sobre as bandas e artistas. Com isso, caem barreiras geográficas, como só a internet possibilita, e de gênero, como a internet nem sempre estimula.
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As inscrições estão abertas e podem ser feitas por e-mail. Pra saber como corre pro http://www.compactorec.blogspot.com/ e saiba mais. Lá tem os releases, os toques, os caminhos, tem tudo, caramba! Então se mexe e vai a luta porque tem muita gente na batalha por esse espaço. Se você quer mais informações, entra em contato no cuboatendimento@gmail.com e faz tuas perguntas. AGORA!!! Lá no blog do Compacto.rec tá o Edital, que você que se interessou tem que ler com muita atenção pra não fazer caca. Leia com atenção, se tiver dúvidas, não tenha vergonha e manda um email pros meninos Cubistas e esclarece logo. Anda rapá, se mexe!
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Tá curioso pra saber porque o Compacto.rec é o maior TBDC do país? Porque esse é o grande TIRA A BUNDA DA CADEIRA que já se viu!! hahahahahahahahahahahaha
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Agora cai fora dessa inFernet e vai trampar com tua banda, porque o país inteiro tá afim de ouvir seu som, mesmo que você não saiba.
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Quer saber quem são os culpados pela divulgação dessas bandas merecedoras que vão participar do projeto Compacto.rec? Confere aí abaixo, e aproveita e visita os sites e blogs para se inteirar do que anda acontecendo no mundo do rock independente. É gente do país inteiro, maluco!
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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SENADOR CANEDO tem rock, sinsinhô!!

Já ouviu falar em SENADOR CANEDO? Não? Êita povo sem informação, sêo! Então presta atenção e vai lendo.
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Retirado da Wikipédia: "A origem de Senador Canedo está relacionada com a estrada de ferro da Rede Ferroviária Federal S/A. O crescimento da cidade ocorreu na trilha aberta na construção da ferrovia, e as primeiras famílias trabalhadoras eram oriundas do estado de Minas Gerais e Bahia.
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O nome da cidade é uma homenagem ao senador Antônio Amaro da Silva Canedo(esse barba bela aí da foto ao lado), primeiro representante do estado de Goiás em cenário nacional. Em 1953, o povoado foi elevado à condição de distrito de Goiânia e em 1988, a Assembléia Legislativa de Goiás aprovou a emancipação do município, cuja sua principal atividade econômica era a agropecuária.
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Destaca-se também, atualmente, o pólo petroquímico, com diversas empresas do setor situadas na proximidade da cidade, entre outras está a Petrobrás."
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Isso é a história antiga, o que foi. Agora quer saber o que vai acontecer? Continua lendo.
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Um monte de lokis se juntou em Senador Canedo (que pra quem não sabe é pertinho de GoiâniaTown) e resolveu resolver uma festa, mini-festival, show de rock por lá. É o Alternative Rock.
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Vai ser no dia 09 de junho e vai ter uns bons shows bacanas por lá. A idéia é uma festa divertida, em que o povo fique à vontade e possa curtir boa música. Além de levar os eventos rock para fora da capital e invadir o interior, também é uma boa chance de bandas novas mostrarem o trabalho, e isso sempre é bom demais.
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Então se organiza e prepara para se debulhar no dia 09.
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Serviço:
O que é? Alternative Rock, a festa.
Quando é? 09 de junho
Aonde é? Centro de Convivências do Conjunto Sabiá, em Senador Canedo
Que horas é? A partir das 20 horas
Quantos custa? Homem paga R$ 5,00 e mulher paga R$ 3,00 (barato demais, meu fi!)
Mas e quem vai tocar na bagaça?? É verdade, tava esquecendo desse big detalhe. Anota aí:
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Bandas confirmadas:
* Heyder
* Paradox
* Nem-nhum
* Hangar-18
* The cretinos
* Os Viajantes do frito Fred Policarpo
* Diego de Moraes, o bardo canedense que vem conquistando espaço e multidões.
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Mais informações na comunidade do evento no orkut, que tá nesse link aí ó: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13926140
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Voltando com PADAM na tela!


Através de uma ação inédita em uma cena musical independente, nesta sexta feira, dia 25 de maio às 22h, é lançado o projeto Made In Hell City organizado em cinco coleções pela marca cuiabana PADAM. A proposta é produzir roupas e apetrechos musicais baseando-se na movimentação independente local como temática, com baixo custo de valor de mercado. Se quiser dar uma conferida, passa lá na Casa Fora do Eixo. É hoje.
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Mas, o que é Padam?
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PADAM corresponde às ações e produções decorrentes da produtora e figurinista Bárbara Rosa em torno da cena independente de música de Cuiabá. Bárbara já vêm há dois anos trabalhando com assessoria de imagem e produção de figurino aonde se destacam produções para o mercado independente de música e para o mercado de vídeos publicitários.
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Lançada durante os dias da 5ª edição do Festival Grito Rock, a grife PADAM surgiu vestindo os músicos da banda MACACO BONG e a apresentadora do Festival especialmente para o evento, além de apresentar ao público e músicos da cena bolsas, correias de guitarras e cases de baquetas, dialogando com o espaço que ocupava. Também durante o evento a marca lançou seus famosos chaveirinhos de temáticas musicais que tiveram continuação ao serem produzidos chaveiros especiais de bandas cuiabanas lançadoras de EP's, durante os fins de semana de março nos eventos do Circuito Volume, distribuídos através de estandes e banquinhas PADAM em todos estes eventos.
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A coleção "Made in Hell City"
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A primeira edição do projeto tem os meninos do Macaco Bong como inspiração. Bárbara Rosa, a estilista por trás de PADAM, explica. "Macaco Bong é a banda referência da cena cuiabana independente hoje. Não só compõem e tocam como lutam também pela movimentação cultural fora do eixo. Não é à toa que representaram Cuiabá em 12 festivais nacionais só em 2006. Quer mais inspiração que isto?", brinca.
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A primeira coleção foi produzida em parceria com designers goianos do coletivo "Bicicleta Sem Freio" e inclui camisetas femininas e masculinas, bolsas, correias, cases e chaveiros. O próximo tema, adianta Bárbara, mora nos festivais independentes de Cuiabá e em ações como a organização de cenas nacionais em torno do Circuito Fora do Eixo.
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A intenção que move Made in Hell City é mais que estética: é também política. "A idéia é ampliar a força da cena local e abrir espaço para novos produtores de moda", afirma a estilista. Atualmente, além dos goianos do "Bicicleta Sem Freio", a PADAM conta com o apoio da Cufa/MT, do Estúdio Wayne de fotografia, do Instituto Espaço Cubo, da Próxima Cena, da Casa Fora do Eixo, da Volume - Voluntários da Música e do coletivo multi-cultural Mentira Produções.
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Serviço:
Quem: PADAM
O quê: lança a primeira edição do projeto Made in Hell City
Onde: na Casa Fora do Eixo, Rua 1 do Bairro Boa Esperança
Quando: nesta sexta (25/maio), às 22h
Quanto: R$ 3,00
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Os RUMOS em uma boa terça-feira!


Dia 08 de maio, uma terça-feira, foi um dia legal. Depois de enfrentar uma pequena emergência inesperada, saí do trabalho e foi para o SEBRAE, o templo do neoliberalismo e de termos como pró-atividade, resultados, empregabilidade, desenvolvimento e profissionalização; ou seja, eu estava indo pra casa. Já tive oportunidade de desenvolver alguns trabalhos com o Sebrae, tenho excelentes amigos que trabalham lá e foi com muita satisfação que vi o auditório até bem ocupada pelo pessoal das artes em geral.
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Isso porque nesse dia estava acontecendo o RUMOS MÚSICA do Itaú Cultural, encontro promovido pelo SEBRAE de GOIÁS, UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS e ITAÚ CULTURAL para um debate sobre produção musical.
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Como o horário do evento era ingrato – começava às 14 horas de uma terça-feira, pombas! Ninguém trabalha nesse país não? – eu perdi bastante coisa, o que sinceramente lamentei. Mas o pouco que pude participar foi bastante bom.
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Cheguei na sala e logo encontrei meu amigo Pablo Capilé, e levei um susto: que diabo de bigodinho de cafetão era aquilo?? Sugeri enfaticamente que ele fosse ao banheiro raspar, ou que tentasse arrancar com as unhas (eu até ajudaria) porque realmente um bigode já não é algo muito bonito, num cara como Capilé ficou ainda pior. Boas risadas logo de saída! Entrei no auditório no final da fala do Alemberg, que é pesquisador musical e diretor da Fundação Casa Grande, em Nova Olinda (CE). Uma figuraça! Com um sotaque cantado e mágico do sertão cearense, esse “cabra” estava relatando suas aventuras e desventuras na condução de um projeto que – por tudo que ouvi de terceiros – é fantástico. Essa Fundação Casa Grande é uma revolução na cidade de Nova Olinda, e ao ver os olhares embevecidos do público e o sorriso franco e generoso do sujeito, eu vi que tinha perdido coisa da boa. Fazer o que, não? E la nave va...
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Alemberg falou uma coisa que me chamou a atenção por demais. Esse papo de “Todo artista precisa ir aonde o povo está” já era. Isso foi parte de uma resposta a uma pergunta da cantora Cláudia Vieira, belíssima psicóloga que tenho o prazer de ter como amiga. Catita comentou que essas idéias de levar orquestra para favela, para morro, para periferia, essas idéias eram meio sectaristas, e antes de serem propostas inclusivas, elas alijavam ainda mais o povão da arte. Porque na hora que você leva uma orquestra para tocar na Associação de Bairro da Vila Papel Dezesseis, esse povão ávido por arte e cultura não vai ver a orquestra como ela é na realidade. Vai ver em condições precárias, na base do “jeito que dá”, com improviso e boa vontade. Alemberg citou ainda sua opinião de que a música é também arquitetura, luz, ambiente e tudo isso se perde em palanques eleitoreiros ou em Associações de Bairro, por melhor que seja a intenção do presidente da tal associação.
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Não temos que levar orquestra pro morro, tem que levar o povo pra dentro do teatro! O povão tem que descer do morro, sair da favela (lá da minha saudosa maloca, o Quebra-Caixote, por exemplo) e avançar pelos carpetes e sentar nas poltronas e se refrescar no ar-condicionado.
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O Teatro Exercício, grupo de teatro que tenho orgulho de participar a 20 anos, inventou lá no começo dos anos 70 uma coisa chamada “Terça Popular”. Eram espetáculos teatrais a preços módicos e irrisórios para o povão, e a divulgação era feita na periferia. Era um sucesso! O teatro lotava, o povo começava a gostar de ir ao teatro, os grupos sempre tinham um bom público, até que um político da época surtou e acabou com o projeto, porque “aquele povo suja o teatro, aquele povo não sabe se comportar, aquele povo não pode ir ao Teatro Goiânia (que era o máximo na época)” e coisa e tals. E provavelmente “aquele povo” não sabia mesmo se comportar naquele ambiente, nunca tinha ido lá! E nunca ia aprender então, porque não ia ter mais a chance de freqüentar e se ambientar com os palácios das artes que o poder público constrói para o povo (nos discursos), mas não permite seu uso pelo povo (na vida real). Levar o espetáculo para a periferia pode ser chamado de “Controle de danos” mas é também um fator de acomodação da platéia, uma forma de manter “aquele povo” lá longe, sem sujar o asfalto bonitinho e os carpetes do centro da cidade.
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Lembro que por muito tempo sofri uma crítica sofrida. Meu grupo de teatro – na época a Oficina DeMedo – foi convidado para se apresentar num evento no Centro de Convenções num evento nacional. Não iríamos receber lhufas, mas na minha inocência e empolgação achei que usaríamos o palco gigantesco e aparelhado do melhor teatro da cidade na época, o Rio Vermelho. Quando chegamos lá, ensaiados, empolgados, pontuais, vimos que íamos apresentar em um palanque (desses de comício em interior, para 30 correligionários assistirem) no extremo do Centro de Convenções, quase na rua. Nos recusamos. Nossa performance (termo muito usado pelo povo do teatro dos anos 90) precisava de recursos, de luz, de música, da intimidade de uma sala fechada, e aquele vão de 100 metros de altura com um palanquito perdido no meio não ia nos dar essa condição. Fui chamado de arrogante (uma das milhões de vezes que me chamaram disso) porque estavam me cedendo o espaço e eu estava com “luxos” e exigências. Realmente fiquei muito tempo incomodado com isso, mas sempre com a convicção de que nossa criação não caberia naquele palanque de merda. As falas do Alemberg e da Catita purgaram de vez minha angústia. Grato aos dois.
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Alemberg levava a platéia pela mão, e foi chamado mais de uma vez de “headliner” do evento, que vem percorrendo várias cidades do país.
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Depois um breve intervalo e tivemos a fala de Arthur de Faria, que é músico, jornalista e produtor no Rio Grande do Sul. Falou bastante sobre a situação de “isolamento” dos músicos do sul, que fazem carreiras vitoriosas nos estados do sul e na Argentina e no Uruguai, e muitas vezes são pouquíssimos ou nada conhecidos o Brasil. Além disso, o perfil do público Argentino que faz cursos para conhecer a música brasileira, jornalistas argentinos que fazem cursos para se preparar melhor nas análises sobre MPB e outras situações tão distantes da nossa realidade.
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Arthur ainda comentou sobre o excesso inacreditável de bandas e de músicas que existem atualmente. E por isso aconselhou que alguém só deveria se meter a ter uma banda e fazer música se não “conseguisse fazer mais nada na vida”. Mas não no sentido de ser um total inútil para outras atividades, mas sim na situação de realmente só querer fazer música e ter consciência de que mais nada na existência poderia fazer o sujeito feliz. De outra forma, desistam de música. Já existem muitas. Achei muito interessante isso, porque realmente passamos pela situação de tentar ouvir inúmeras coisas novas, e nos angustiamos pelo tanto de outras coisas que não conseguimos....er... bem, eu não sofro tanto assim, na verdade. Realmente depois de 89 eu fiquei com preguiça de ouvir coisa nova, e conheço quase nada do que foi feito no rock nos anos 90, assumo e admito. Talvez isso tenha me prevenido de um enfarte, mas talvez também eu tenha perdido muita coisa interessante. Quem saberá dizer?
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Nesse instante Pedro Reator comentou uma coisa que eu havia notado quando entrei no auditório: de um lado da sala as pessoas com camisetas pretas, do outro lado da sala as pessoas com roupas “normais”, cores claras, camisas de botão. Foi muito engraçado perceber essa divisão tão nítida entre os participantes do evento, mesmo sendo um ambiente totalmente cooperativo e cheio de boas intenções. Natural, penso eu, porque buscamos ficar perto de quem conhecemos, e o povo das camisetas pretas foi chegando e se aninhando juntos, daí a divisão. Não era nenhuma rixa ou competição ou coisa babaca parecida, eram somente bandos que conviviam praticamente pela primeira vez.
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Enfim chegou a hora de Pablo Capilé falar. O homem é eloqüente, isso é inegável, e adora falar, isso é mais inegável ainda. Além disso, ele tem o discurso muito articulado e claro, porque viveu tudo aquilo que está falando, com uma paixão e uma intensidade que é muito presente no movimento estudantil, origem do Capilé. Como não ficar magnetizado ouvindo a história do Cubo Mágico, que deu origem ao Espaço Cubo e todos os Cubos conseqüentes? Fica parecendo que tudo foi fácil e que a seqüência se deu de maneira natural e tranqüila, o que obviamente não deve corresponder à realidade.
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Montar uma estrutura como a que eles têm hoje deve (suposição minha) ter custado muito sangue, muito suor, muita briga, muita teimosia e todas essas coisas que são necessárias quando você quer e precisa fazer algo grande. Mas escutar a história nos dá a sensação errônea dos passos sendo dados na hora exata, em conseqüente encadeamento e o natural sucesso de tudo isso.
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Capilé falou do Cubo Carrrrrrd (assim com um monte de “R” mesmo. Sotaque, né? rs), o que talvez seja a melhor sacada e ainda complementou falando de um “Fora do Eixo Card” que ouriçou parte grande da platéia. Para quem não conhece o Cubo Card é um sistema de crédito gerado em Cuiabá pelo Espaço Cubo para fomentar a produção e a distribuição. Como não era uma realidade a proposta de se pagar para as bandas, já que o dinheiro é curto pra todo mundo, então criaram uma moeda própria que regulamentasse o escambo. Então a banda que tocasse num evento do Espaço Cubo recebia como pagamento uma quantidade de Cubo Cards. Como o Espaço Cubo tinha o estúdio, tantos Cubo Cards davam crédito de tantas horas no estúdio. Daí a pouco surgiu uma locadora de vídeo apoiando a idéia, e a banda podia trocar seus Cubo Cards em locações de Dvd´s. Um lavajato, uma pizzaria, um artista gráfico, e dentro de pouco tempo uma cadeia produtiva tornou-se mais azeitada e enriquecida. Claro, alguns tropeços e uma quase falência, mas a idéia se sustenta quando tem estrutura boa, e isso aconteceu.
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Quando o SANGUE SECO tocou em Cuiabá, no Calango de 2006, recebemos nossos Cubo Cards, e trocamos por Cd´s, livros, camisetas, comida (o pastel assassino de céu-da-boca) e muita cerveja. Parece que foi muito Cubo Card? Foi mesmo! Aqui em Goiânia o povo do Bicicleta Sem Freio vem agindo com iniciativa semelhante também, trocando arte, suor e talento por necessidades satisfeitas. Agora imagine uma ferramenta dessas sendo válida em todo o país, com todos os envolvidos no Circuito Fora do Eixo? É algo que pode transformar relações comerciais, visto o alcance que pode ter.
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Foi interessante conhecer alguns detalhes que eu não conhecia, como o início de tudo nas universidades de Cuiabá, como a união surgida entre grupos de instituições diferentes, como o carro que foi trocado por um estúdio de ensaio e a longevidade da Volume. A Volume (Voluntários da Música) é um dos braços de atuação do povo do rock de Cuiabá, e vem organizando uma série de eventos e shows a preços bem baixos com estrutura boa e – o melhor de tudo – o envolvimento de muitas bandas na produção desses eventos. Então eles têm músicos – gente de banda – que faz a arte da divulgação dos eventos, gente que cuida da bilheteria e portaria dos eventos, gente que cuida do palco, equipamentos e instrumentos do evento, gente que se envolve e participa ativamente. Isso é uma das grandes idéias vindas de Hell City, e eu achava que fosse recente, mas já tem um punhado de tempo.
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Até comentei com o Heitor “Funbox” sobre a possibilidade de um movimento desses em GoiâniaTown, porque temos muitas bandas novas, muita gente disposta e muita reclamação sobre espaços e condições para tocar. Então porque não cooperativar e fazer acontecer? Numa ironia, reunindo várias bandas para organizar um evento, no mínimo já temos um bom público presente.
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Mas falando sério novamente, imagine Burns Records, Distorção, Anti, juntando com o povo que faz o Capuava Rock Fest, o Xaparock e tantos outros eventos e selos que vem iniciando sua atividade, e se juntando sem a preocupação de ser um outro selo, de competir com ninguém ou de querer dominar o mundo. Mas simplesmente com o prazer etílico de fazer show de rock em que todo mundo trabalhe do mesmo tanto, e consequentemente todo mundo se divirta mais.
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Olha, você pode até não gostar da tara que o povo de Cuiabá tem por comissões (toda reunião surge a sugestão de “dividir em comissões”, meudeusdocéu!), mas não pode negar que na experiência deles isso deu – e dá – certo. Então como eles não vão propor isso toda vez, se tem a vivência de que o troço funciona? Eu ainda vejo muito dogmatismo no discurso cuiabano, o que às vezes me dá algum incômodo; mas é o mesmo tanto que vejo de discurso corporativo em uma parte goiana e discurso adolescente e tapado em outra parte pequizenta.
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São cenas diferentes, não há dúvida, mas podem ser ainda mais complementares, e aí o poder de fogo disso é inigualável. Entenda melhor, Cuiabá e os Cubos possuem uma visão mais cooperativista em que o processo é valorizado e existe uma preocupação de consolidação de uma realidade para o futuro. Se pensarmos aqui em Goiânia nos Monstros a visão é outra, porque a Monstro não é uma associação, entidade ou instituição, é uma empresa, um CNPJ clássico, e que precisa pagar seus impostos, pagar salários, sanear seu fluxo de caixa e dar lucro no final do balanço. Uma visão corporativa – e que não pareça que critico, porque todos sabem do meu apreço pela visão corporativa também – que visa outras coisas diferentes do Cubo. Então ao invés do processo (que pode ser terceirizado), existe uma maior atenção com o produto; então antes de se preocupar em fazer um trabalho voltado para a “cena”, existe uma preocupação com suas próprias finanças e a construção e colaboração com a cena são conseqüência. E conseqüências reais, porque mesmo tendo a visão corporativa – empresarial é fato que ninguém fez tanto pela consolidação da cena de Goiânia como a Monstro.
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Então mesmo partindo de pontos distintos, a conseqüência dos dois trabalhos é bastante próxima, o que justifica o contato existente e a parceira vivida. Não chegam a ser arestas essas diferenças, porque uma forma não inviabiliza a outra, mas muito antes o contrário. A riqueza existe justamente na diversidade!
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Poderíamos falar de outros pontos de vista ideológicos da cidade, mas prefiro não perder tempo com castelos em nuvens, já que estamos falando de idéias que dão resultados práticos. E essa é uma grande diferença que precisa ser ressaltada, seja em Hell City ou GoiâniaRockCity, as duas visões são pragmáticas, focadas em metas e resultados e não se baseiam em ideologizar ou tentar catequizar quem quer que seja. Até por isso os dois grupos – Cubos e Monstros – possuem seus detratores, gente que reclama e fala mal, gente que tem inveja, em suma gente que não tem a competência necessária e se ressente do sucesso de quem trabalha. E que ninguém entenda também – putz, tem que explicar tudo! – que esses dois grupos são imunes à críticas porque conseguiram alcançar algumas das suas metas. A crítica é sempre muito bem vinda e qualquer pessoa com postura profissional sabe disso, o problema reside na forma como a crítica é posta, mas já falei disso em outros textos, agora não é o momento disso.
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Então imagine o poder de destruição que essas duas cidades podem ter no momento em que se unirem de forma mais organizada. Temos hoje a Fósforo surgindo como uma terceira-via autêntica, com práticas ousadas e com trabalho sério e organizado, que pode ser uma ponte entre essas duas formas de trabalhar e pensar sua importância. Esse é o momento – e talvez o próximo Vaca Amarela seja extremamente simbólico por isso –da Fósforo encorpar, ganhar músculos e se tornar a interface entre o cooperativismo cubista e o corporativismo monstruoso, fazendo com que o melhor dos dois mundos possa gerar frutos e as divergências possam ser minoradas e bem vividas. Os “Fósquis” já mostram essa capacidade quando conseguem interagir com os dois grupos de forma harmônica e inteligente, sendo apoio para ambos e sendo linha de frente em outras inúmeras iniciativas; e grande parte da força da Fósforo reside nessa interdisciplinaridade que possuem dentro da própria equipe, que favorece o contato com os diferentes e os assemelhados. E que inclusive acaba regendo a dinâmica entre os três grupos, que alternam o protagonismo a cada necessidade surgida. Adaptação e sobrevivência, essa é uma regra da natureza.
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Enfim, a fala do Capilé deixou clara a necessidade de planejamento, organização e conseqüente controle dos resultados alcançados, e fez isso com generosidade ao embarcar na sua fala todos os outros representantes musicais presentes. A tarde corria prazerosa e Capilé já tinha estourado o tempo (como normalmente acontece) e ninguém dava mostras de querer parar de ouvir, mas a organização tinha horários a cumprir e encaminhou as conclusões e os sorteios generosos de brindes. Logo depois teríamos o lançamento do Projeto Brasil Central Music com a presença de políticos e representantes das instituições governamentais, e para isso a sala precisaria ser reorganizada.
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Estávamos ali, durante o intervalo, numa prosa agradável, gente de banda, gente de música, gente de arte, ainda digerindo tanta informação recebida (em altíssima qualidade) e eu via as oportunidades que surgiam. A cada sujeito de terno que entrava, entrava junto a possibilidade de um contato, da busca por apoio, porque em vários momentos das falas foi mostrada a importância de se valer do poder público para turbinar a iniciativa rocker.
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Não se trata em momento nenhum, como foi ingenuamente dito num orkut da vida (onde mais se lêem asneiras assim hoje em dia? Talvez em blogs como esse aqui! hahahahahaha), de buscar “favor” de políticos. Eu não peço favor nenhum a um prefeito ou governador ou vereador, eu pago impostos elevados sobre minha produção profissional, sobre minha renda, sobre meu apartamento, sobre meu carro, e por esses impostos não tenho direito a favores, tenho direito a contra-partida. Eu pago imposto, o poder público me deve, simples assim. E quem fica na ideologia de querer ser cidadão de terceira, achando que isso é charmoso, realmente perdeu o trem da história em 66, como diria o Belchior. Principalmente quem produz, e que para produzir precisa de investimento, especialmente esses precisam se organizar e ir cobrar do poder público tudo que geram de renda, de trabalho, de entretenimento sadio, de lazer para a população, porque essa contra-partida é o direito de cada um desses. Não se valer desses recursos não vai fazer os tais recursos desaparecerem, alguém vai usar. Então é melhor que seja a nossa tribo a se valer disso.
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Fingir que não se depende de políticas públicas é muita hipocrisia, é fingir que não é parte da estrutura, é querer alimentar um sonho idílico de alheamento que não tem mais lugar atualmente. Cada evento feito, cada lançamento realizado, cada idéia que voa, tudo isso é parte de uma estrutura muito maior que não me permite nem aceita o distanciamento.
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A não ser quando eu finalmente realizar meu sonho e ir para Arembepe viver na praia, mas talvez nem lá. As iniciativas mostradas no Rumos apontam para uma coisa que sempre acreditei (e não sou o dono da idéia – nem da verdade – sou apenas um entusiasta dela), que para podermos alterar e gerar alguma mudança nesse sistema, podemos e até precisamos usar as armas e ferramentas do sistema. Quando um cara porreta feito o Alemberg me fala do que foi criado no Ceará buscando o apoio da iniciativa privada, quando um loki como o Capilé me mostra o aumento gigantesco e brutal do investimento do governo na cultura graças aos esforços dos Cubos e outras entidades, quando eu vejo o frito Richard se organizando para um evento único na cidade (A Semana do Rock Independente), quando fico sabendo da besta-fera Márcio Jr. convidando Íris Rezende (prefeito de GoiâniaTown, evangélico e caretíssimo) a ir ao Bananada de camiseta preta, eu me convenço ainda mais que realmente existe muita gente que sabe trabalhar, levar a sério o que faz e valorizar cada centavo que o público deposita nas iniciativas. E isso sem perder a paixão pelo que faz e acredita; e sem deixar de se divertir. Como disse o Alemberg, “fazer esse projeto foi viver minha infância pela segunda vez”. Isso não tem preço.
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Terça-feira foi um dia legal, porque me alimentou novamente da esperança de estar junto de gente séria, dedicada e ainda assim divertida no que faz e no que vive. Foi hilária a constatação do Pedro Reator sobre o bigodinho do Capilé: “Dadinho é o caralho, meu nome é Capilé!”, porque ele tava a cara do Zé Pequeno de “Cidade de Deus”. E esse personagem cinematográfico apontou uma coisa que discutíamos – Pablo Kossa e eu – uma vez no hotel, lá em Cuiabá mesmo durante o Calango; rock é coisa de classe média, de playboy mesmo. Gente como o Fred 04 ou o Canibal do Alto José do Pinho que construíam suas próprias guitarras por não ter grana pra comprar nem uma Tonante são as exceções; a grande maioria é de condição, que come seu sucrilho com Toddynho enriquecido de vitaminas; que vai para bons colégios (eu ia dizer “estuda”, mas isso não posso garantir), e que justamente por tudo isso possuem acesso a muita informação, muita leitura, muita net (muitos não saem do orkut, nem durante expediente). Esses “playboys”, mesmo não aceitando sua condição, deveriam se valer dessa situação para gerar mudanças reais, favorecer melhores condições de acesso à arte, participar de políticas públicas de incentivo à cultura, ser enfim um sujeito que participa efetivamente, e não somente que fica distribuindo panfletos através de discursos ocos.
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E Capilé ainda mencionou meu texto na sexta edição da Decibélica, e novamente num momento de sincronicidade impressionante, porque Pedro e eu falamos isso antes: E agora? Ou seja, somos GoiâniaRockCity, temos milhões de bandas, temos selos, temos festivais, mas e qual é o próximo passo? Por problemas de personalidade eu sou extremamente paranóico, do tipo “quanto tudo está indo bem, uma facada nas costas” mesmo; e sempre fico pensando no que precisa ser feito além. Então chegamos até aqui, mas e agora para onde vamos? Essa é uma discussão que Capilé se poupou de levantar devido ao tempo limitado, mas que precisa ser pensada, porque se sentarmos nos louros da vitória, teremos a bunda espetada. Louros são folhas muito duras.
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Trabalho, esforço, diversão, risadas, apoio, ajuda, tudo isso reunido num fim de tarde de terça-feira. Fui embora antes do coquetel porque tinha ensaio (SANGUE SECO toca no Bananada na sexta-feira, dia 18, às 21:30, só para lembrar ao público leitor. rs), e também porque já estava satisfeito demais, não seria um copo de cerveja ou uma coxinha que faria minha noite ficar melhor.
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Só lamentei não encontrar Nobre e Capilé depois, como tínhamos combinado. Na hora que saí do ensaio e passei no Bar do Kuka não os vi por lá, o que foi chato porque ainda queria conversar muito com esse cuiabano doido. Ao fim e ao cabo fica para mim uma frase dita no fim da fala do Pablo: “Hoje em dia tem muita gente falando sem ter o que dizer!”.
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Puxa, como tem, irmão cuiabano, como tem. Mas o futuro é vórtex, e ainda temos muita gente com conteúdo pra expor e pra construir uma nova história. Aquela terça-feira me provou isso, novamente.
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Parabéns às organizações envolvidas pela belíssima iniciativa. Abaixo segue um trecho de divulgação do projeto Rumos, que pode servir de ajuda e caminho para muita gente que quer divulgar seu trabalho e ainda não conseguiu um canal. Os meios existem, isso é um fato.
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No Sebrae, quando prestei serviços lá, se falava muito uma frase clássica em treinamentos neoliberais: “Tem gente que vê abelha e fala: lá vai a abelha que ferroa. Tem gente que vê abelha e diz: Lá vai a abelha que produz mel. Ambos estão certos, mas um está errado.”
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Pessoal, os meios existem...
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Sobre o RUMOS ITAÚ CULTURAL MÚSICA, edição 2007- 2009
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O programa Rumos Música - que completa 10 anos de atividades - tem o objetivo de mapear novos talentos, contribuir para articulações nacionais de agentes culturais, premiar e dar visibilidade nacional aos trabalhos musicais de artistas novos ou que já tenham trabalhos consolidados e que ainda não tiveram reconhecimento nacional da sua produção.
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Os artistas e grupos contemplados pelo edital Rumos Música também farão espetáculos produzidos pelo Itaú Cultural, e as apresentações serão gravadas em áudio e vídeo digital para serem distribuídas em DVD a emissoras de televisão no Brasil e exterior, além de seus currículos e contatos serem disponibilizados em inglês, francês e espanhol no site da instituição.
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Todas as informações do edital do programa Rumos Música: inscrições, abrangência, formas de envios de trabalhos e prazo de inscrição podem ser obtidas no site www.itaucultural.org.br/rumos2007
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Há braços!
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Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
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