segunda-feira, 30 de abril de 2007

Patrulha ideológica ou Guilty Pleasure??


Rolou uma discussão dia desses (talvez ainda esteja acontecendo) na comunidade Goiânia Rock City. Primeiro então devo apresentar essa comuna, porque se você nunca visitou esse canto do orkut, perde uma diversão certa (ou um aborrecimento garantido, depende de teu humor no dia) tamanha a variedade de amalucados e bizonhos que se espremem nesse link longo. Pois tudo vira quebra nesse lugar, desde ideologia até atitude, o que pode parecer – à primeira vista – uma distância inexistente, mas se formos nos atentar ao significado real das palavras, essas duas não tem relação uma com a outra. Mas isso é uma outra discussão.
.
O ponto é que levantaram uma discussão sobre um evento acontecido em GoiâniaTown, um show de rock (o que mais em se tratando dessa comunidade, não?) da banda Luxúria, do Rio de Janeiro (tenho isso quase certo) organizado por uma garota que já aprontou inúmeras mancadas, latadas e faltas de respeito em geral com o povo de bandas daqui da nossa aldeia pequizenta. E num momento mais eufórico da contenda, alguém se mete a perguntar “E quem gosta de Luxúria?”, condenando qualquer vivente que responda SIM ao hades do rock universal, local onde se reúnem Pholhas e Adam Ant, só pra citar dois que vem fácil à memória.
.
Quem gosta de Luxúria? Se eu fosse pensar no termo em si, eu gosto e muito. Luxúria é bom pra diabo, talvez seja um dos pecados mais saborosos que São Tomas de Aquino descreveu, e acho que mesmo ele deve ter cedido a essa tentação de sorriso maroto e rebolado macio. Mas não é disso que os debatedores falavam lá no troço do orkut. Falavam da banda da Meg White... oops, não. Outra Meg, não a White. Hehe
.
E a pergunta ecoa novamente: Quem gosta de Luxúria?
.
.
.
Eu.
.
.
.
Putz, eu gosto. Baixei algumas músicas dessa banda quando ouvi aquela que dizia sobre ódio e tals, e gosto dessas coisas que falam de ódio, daí baixei e gostei. Sim, é isso mesmo! Assumo! Gostei. E gostei de outras músicas também, não só dessa odienta. Gostei como gostei de algo de Reação em Cadeia e até da Pitty, que já descobri duas músicas dela que eu gosto muito. Ouso dizer que são boas.
.
E aí, qual é o problema? Porque é tão horrível assim gostar de rock pasteurizado e pronto pra consumo? Se o negócio é feito seguindo todas as fórmulas radiofônicas que já deram certo desde Ataulfo Alves até hoje, então tinha que pegar alguém pelo ouvido. Eu fui um desses.
.
Pombas, passei minha infância ouvindo rádio AM, depois de pré-aborrecente eu ouvia FM, não saía no sábado à noite para ver o Fausto Silva no Perdidos na Noite, e meu gosto musical foi se formando com essa tranqueira associada ao que meus amigos traziam da Europa comprado em dólar ou chupado numa K7 safada e prática. Então entre uma Blitz e um Rádio Táxi, eu conheci Sex Pistols e Ramones, também ouvi Inferno e Crude SS. Também ouvi muita música sertaneja e samba. Mas o que pegou na discussão, ao que parece, é alguém gostar de pop radiofônico palatável e comercial.
.
Droga, eu gosto. Não de tudo, claro, mas tem muita coisa que é legal de ouvir no carro, sem stress, sem preocupação ideológica, sem cobrança, só a música fácil e eu me divertindo. Posso? Acho que sim.
.
Ou será que vamos voltar aos anos 80, em que as “tribos” eram visualmente sectarizadas, metaleiros usavam pulseiras de tacha e cabelão, punks e assemelhados usavam roupas rasgadas e cabelos curtos ou raspados, e ninguém se esbarrava porque era briga na certa. Um punk que fosse pego devorando um “Number of the beast” era execrado pela sua irmandade, e da mesma forma um coitado de muito cabelo que fosse encontrado de posse do “Grito Suburbano” estava banido da sua vila de iguais.
.
Isso foi nos anos 80, época em que as identidades ainda se criavam, será que precisamos disso até hoje? Então o cara só “presta” para o rock se ouvir o tipo certo de música e se comportar da forma certa, e aí voltamos ao fundamentalismo que sempre achei boboca. Não existem regras certas, porque então virar a cara para um sujeito que ouviu Simple Plan ou Fall Out Boy e gostou da levada alegre dessas crianças?
.
Continuo surpreso quando vejo patrulhamento ideológico no rock, porque deveria ser o local mais libertário e permissivo, até debochado, de todos. Mas ao invés disso vemos igrejas e religiões, seitas sendo criadas por lobos vestidos de Chapeuzinhos que continuam perpetuando um ideal de som perfeito, especialmente aquele difícil de achar e que ELE próprio tenha trazido dos céus para seus fiéis.
.
Muito chato isso.
.
É, eu gosto de músicas do Luxúria. Acho o nome da banda muito loki. E a vocalista não é desprovida de seus encantos, também precisamos admitir isso. E daí se daqui a três anos ninguém se lembrar mais disso? Quem precisa ser eterno?
.
Se for necessário sempre uma sessão “guilty pleasures” para admitir o que ouvimos e não confessamos, então realmente estamos numa armadilha de comportamento muito perigosa. Ouça o que quiser, moleque, porque a vida é sua e ninguém vai sentir as suas dores mesmo.
.
.
.

P.S. – e para quem tava contando vantagem de ter estado no show do Ratos de Porão que tinha 30 pessoas ou no outro que viu a citada Luxúria com mais 100 pessoas, eu estava no show do Legião Urbana, pouco antes de lançarem o primeiro disco. 19 felizes pessoas viram a banda “de uns meninos de Brasília” e depois puderam chapar o melão ao redor de uma fogueira na saudosa Chácara 115. Os "meninos de Brasília" logo depois iam assinar com uma major, lançar uma música chamada "Será" e o resto é história...
.
.
.

Mas e você? O que é que você ouve que não assume nem pro travesseiro? Agora é a hora...
.
.
.

Há braços!
.
.
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
eduardoinimigo@gmail.com
.
.
NOTA DE RODAPÉ - a expressão "Guilty Pleasure" seria - numa tradução livre e irresponsável - um prazer culpado. Algo que você gosta, mas não assume para ninguém porque isso ia ser uma queimada grande no seu filmito. Capiche?

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Adivinha quem vai invadir o BANANADA??


Olha o SANGUE entrando...
huahuahuauhauhahuauhauhahuahua

MOSTRA FORA DA LEI – 5 ANOS


MOSTRA FORA DA LEI – 5 ANOS

A Fora da Lei realiza nos dias 02 e 03 de maio sua mostra de 5 anos, exibindo 15 curtas produzidos entre 2002 e 2007.

A retrospectiva inclui vídeos e filmes captados em diferentes suportes e formatos: do Super 8 ao HDV, do 16mm ao card das câmeras fotográficas.

Quatro curtas produzidos em 2007 serão lançados na mostra. Dentre eles, “Violas, batucos e outras folias”, documentário que discute a apropriação de elementos tradicionais da música popular brasileira na produção contemporânea. Entre os entrevistados figuram os pernambucanos Cordel do Fogo Encantado e Comadre Fulôzinha, a banda goiana Umbando, os violeiros Badia Medeiros, Paulo Freire e Roberto Corrêa, Marco Mattoli e outros membros do Clube do Balanço (SP), os também paulistas Mário Manga e Rodrigo Rodrigues do extinto Trio Música Ligeira e Hermeto Pascoal, além de representantes dos grupos de culturas tradicionais, como Dona Leônida Fernandes, que fala sobre a sussa da Comunidade Calunga.


Programação

(pressione CTRL e clique nos títulos azuis para abrir o link dos vídeos no YouTube):

Eu ando tão besta agora ou Sonhos nunca mais (Sérgio Valério / 2002, 1 min)
Aqui é Rock! (Carlos Cipriano e Sérgio Valério / 2002, 6 min)
Calado ou Não chore, é apenas um filme (Sérgio Valério / 2003, 2 min 30”)
6:35 pm (Sérgio Valério / 2003, 2 min)
O desespero fotográfico de meu pai (Carlos Cipriano / 2003, 3 min 30”)
As 24 donzelinhas (Carlos Cipriano e Sérgio Valério / 2003, 3 min)
P/ Maysa (Sérgio Valério / 2003, 1 min)
O filme que nunca existiu (Sérgio Valério / 2005, 6 min)
Um Cabra Nu Escuro (Sérgio Valério / 2005, 8 min e 30”)
Do you remember when we rock? (Andréia Miklos e Sérgio Valério / 2006, 4 min)
Curiosos, delirantes... ou Eu tenho medo do seu amor (Carlos Cipriano / 2006, 6 min)

Lançamento dos curtas:

Flower power (Sérgio Valério / 2007, 1 min)
Sábado 14 ou Um filme para festas ravers (Andréia Miklos / 2007, 2 min 30”)
Minha árvore (Andréia Miklos / 2007, 4 min)
Violas, batucos e outras folias (Carlos Cipriano / 2007, 15 min)

Duração da sessão: 66 minutos


Serviço:

Mostra Fora da Lei – 5 anos

Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro (Rua 9 nº 1016, Centro).
Dia 02 – quarta – 12:30h e 15 h (R$ 1,00)
Dia 03 – quinta – 20:30 h (R$ 2,00)
O que é a Fora da Lei?

É um núcleo de produção de curtas-metragens e difusão cultural via rádio, web e TV, formado por Carlos Cipriano, Andréia Miklos, Sérgio Valério e Cristiane Perné. Dentre os projetos realizados nestes 5 anos, destacamos:

- O programa de rádio “Espírito da Música – os sons de todos os mundos”, veiculado na Rádio Universitária de Goiânia e prêmio de melhor programa musical da cidade em 2002 (1º Sintonia do Rádio / Faculdade Cambury);

- “O filme que nunca existiu”, curta-metragem finalizado em 35mm, prêmio de melhor música no Festival de Maringá, em 2005;

- A Oficina de Experimentação Audiovisual, cujos vídeos representaram o estado de Goiás no Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo (Sessão Formação do Olhar), nos anos de 2004 e 2006;

- O blog da Fora da Lei (http://deliriosforadalei.blogspot.com/), criado em novembro de 2006, que disponibiliza links para os curtas-metragens do núcleo disponíveis no YouTube, além de comentar a produção artística de Goiânia e promover a divulgação dos eventos culturais que acontecem na cidade. Atualizado semanalmente.



Alguns comentários sobre os curtas da Fora da Lei:


"Jovem produção independente que trabalha em curtíssimas durações e procura desestabilizar alguns estatutos da imagem e som com vídeos-acontecimentos de montagem nervosa, configurando um interessante retrato do meio urbano".

(Pedro Plaza, doutorando em Cinema pela USP,
no catálogo da mostra “O Amor, a Morte e as Paixões”,
janeiro de 2004 – sessão “Vídeos da Fora da Lei”).


“Depois de assistir ao novíssimo curta ‘Sábado 14 ou Um Filme Para Festas Ravers’ _ primeiro filme de Andréia Miklos como diretora _ pude vislumbrar o quanto o Núcleo ‘Fora da Lei’ vem amadurecendo sua estética e tornando-se uma referência da produção cinematográfica aqui no centro da Terra do Sol”.

(Edson Lenine G. Prado - filósofo e escritor, blog da Fora da Lei, março de 2007)


Para mais informações, entrar em contato com:
Carlos Cipriano (62) 9949-6697 / 3278-3077 – carlos.cipriano@bol.com.br
Sérgio Valério (62) 9953-5760 / 3256-4570 – valeriopost@uol.com.br fora.da.lei@pop.com.br

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Vote LOADED!! Mas uma vez em cada PC, maluco!



Molecada que teima em vir até aqui, e maníacos que votaram no Loaded no Prêmio Toddy de Música Independente, eu preciso ter um papo sério com vocês.
.
Fico feliz de ver muita gente votando no Loaded, que temos orgulho demais de produzir e fazer para tudo quanto é maníaco e degenerado poder ouvir e falar mal da gente, mas vamos fazer as coisas da forma certa.
.
No monitoramento dos votos foi detectado que alguns "candidatos" estão sendo mal vistos por causa de alguns "eleitores". Explico melhor; tem gente que na ânsia de ver seu candidato ganhar está tentando votar mais de uma vez no mesmo nome, simplesmente dando um "refresh" na tela (ou um "Atualizar" se quisermos manter o idioma) e votando novamente. Um desses "candidatos" que está recebendo essas tentativas de votos é o Loaded.
.
Não adianta fazer isso! Não façam isso!!!
.
Isso porque o sistema não aceita o próximo voto se você tentar burlar dessa forma tosca, e o que é pior, atrapalha porque deixa o sistema lento pra diabo, quando não derruba tudo. Então se você quiser votar várias vezes em algum nome - tipo Decibélica, Loaded, Martim Cererê, Rockassetes por exemplo - vote em computadores diferentes (o que ainda não seria muito bonito, claro) ou convença um milhão e meio de pessoas a votar em quem você quer (isso é do jogo democrático, muito válido por sinal), ou pague seus primos menores para votar (também não é muito bonito, corrupção da braba!), mas não fique dando "atualizar" na tela achando que é muito esperto, porque isso só faz do sujeito um pilantra fracassado.
.
O cara não presta nem pra fazer coisa errada. Putz!
.
E outra coisa, você - maluco tonto que tentou fazer isso - deixa o seu "candidato" feio na foto (mais feio que essa foto aí acima). Então vamos jogar o jogo do jeito certo, tá bão?
.
Convença as pessoas, faça boquete de urna, mande e-mails, monte uma comunidade no orkut, envie um spam dizendo que a cada voto uma criancinha que nasceu doentinha vai ganhar três centavos de dólar da Microsoft... não, essa última você deleta, não faça isso não porque é feio.
.
Vamos participar de forma saudável e correta, e assim tentar fazer desse país bananeiro um lugar melhor. Agora depende de você!
.
Antes que me esqueça: VOTE LOADED!!
.
Há braços!
.
.
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei - verde de raiva de gente tapada!

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Mukeka di Rato no Japão!


MUKEKA DI RATO FARÁ TURNÊ NO JAPÃO ESSE MÊS


O Mukeka Di Rato parte no dia 22 de abril para sua primeira turnê no Japão, onde tocará em nove cidades diferentes.

.
A banda capixaba deve presentear os fãs nipônicos com uma prévia de seu próximo álbum. Esse novo trabalho, intitulado “Carne”, tem lançamento marcado em agosto. “Carne” marca o retorno do vocalista Sandro Juliati e a estréia da banda na gravadora Deckdisc.

.

Chupei essa notícia da Dynamite - www.dynamite.com.br - na cara dura mesmo.

.

Parabéns Mozine, Paulista e Brek. Destruam tudo por lá, malucos!!! Grandes figuras, grandes figuras.

.

Um dos primeiros shows do SANGUE SECO foi abrindo para o Mukeka di Rato, e pude conhecer os caras, na época o vocalista era o Bebê. Mas o mais engraçado foi no outro dia, quando nos encontramos pra almoçar numa churrascaria e aí batendo papo eu perguntei se eles viviam de música. O Brek era publicitário, o Paulista tinha passado num concurso de banco e só o Mozine e o Bebê que viviam de música. Daí eu comentei que muita gente devia ter inveja deles, viver só de música, só de banda, aí o Mozine trinchando uma coxinha de frango com orégano falou a frase marcante:

.

- É cara... a gente vive de banda... mas a gente vive mal pra caralho!

.

Rolamos de rir, os garçons vieram nos levantar do chão enquanto rolávamos sobre pedaços de maminha e cupim mal passado. Hilário!

.

Muito sucesso pro Mukeka porque esses caras ralam pra caralho pra fazer o som que acreditam, merecem comer do filé depois de roer tanto osso.

.

.

Há braços!

.

.

.

Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei


.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Discutir pra quê?



Discutir é uma arte perdida. Até a palavra "discussão" é uma vítima dos novos tempos, tempos que pessoas se habituam a falar errado, muitas vezes por pouca leitura ou por falta de atenção, e tome-lhe "discursão" no ouvido da galera. Nem a pronúncia se salva mais.
.
Eu sou um dos apaixonados por essa forma libertária de se trocar argumentações, porque ao fim e ao cabo é disso que se trata uma discussão: uma troca - nem sempre sadia - de se trocar argumentos. Se esses argumentos são capazes de gerar alguma mudança ou novidade, isso são outros quinhentos passos, o que realmente importa é que quando alguém se mete a discutir algum tema tem por princípio que seu argumento é bom, e que o que defende é certo.
.
Abordo esse tema aqui porque uma vez, aqui mesmo no blog, uma leitora me indagou "Então porque discutem, se não vão se convencer nem chegar a consenso?", comentando um post sobre meus pegas com o Segundo. E penso que seja importante falar disso, porque é um mito essa coisa de que a discussão tem o propósito de convencer o outro ou mudar a idéia de outra pessoa. Pôxa, discute-se por se discutir, e qual o mal nisso? Porque necessariamente a mudança ou o convencimento do outro? Talvez por contágio de uma sociedade medida por posses e conquistas, a discussão se torne uma das formas mais francas de competição, em que quem não tem a última palavra é o "perdedor".
.
Tolice. E não estou dizendo que querer convencer alguém de alguma coisa seja um propósito menor ou boçal, não é isso porque isso às vezes é necessário e útil, claro. Como no cartum que ilustra o post (que está no www.webflyer.com/.../postcards/images/ff0803.gif) em que um grupo de trabalho se dedica a resolver um tema. Infelizmente a voz divergente foi silenciada com um "choque" de realidade brutal, lembrando a velha máxima atribuída à Churchill em que ele dizia (aproximadamente claro, se não tenho certeza nem do autor, quem dirá a frase em si): "Podem discutir o quanto quiserem, desde que ao final concordem comigo!".
.
Parece anedota mas muita gente se comporta assim, acreditando que o simples fato de ser uma crença e opinião pessoal já torna qualquer fato uma página do Talmude ou do Alcorão. Não funciona assim. Se formos olhar qualquer assuntou ou tema ele sempre tem um outro lado, e nesse outro lado deve existir alguém que tem certeza do que pensa. Então como entrar numa discussão já acreditando que sua verdade é absoluta e os outros todos que não concordam estão errados? Um pensamento pequeno e limitado, inquestionavelmente.
.
Muitas vezes me meto numa discussão pelo simples prazer da discussão em si. E acredito piamente - mas sei que posso estar errado, não acabei de falar isso? rs - que uma discussão serve basicamente para duas coisas: mudar seus pensamentos ou reforçar seus argumentos. Sim, porque vejamos, a ferramenta mais útil para um ser dito civilizado é sua capacidade de questionar, e exatamente por isso que no momento preciso em que pára de questionar e se julga detentor da revelação dos céus e única verdade absoluta, nesse momento essa criatura se torna menos que um ser civilizado. Torna-se uma ameba, um platelminto ou até mesmo uma pedra, sei lá. Mas um ser humano pensante certamente não é.
.
Se eu não me questiono regularmente para verificar se minhas verdades ainda estão com o prazo de validade em dias ou se já estão vencidas, então meu risco de me tornar um cego que não quer ouvir é enorme. E o pior cego é o que não quer ouvir, certo? Pôrra, o cara já não vê mesmo!! E ainda teima em não querer ouvir!!
.
Estou divagando. Então essa seria a primeira função de uma boa discussão: alertar para a validade vencida das minhas verdades. E nesse caso não existe vergonha nenhuma em mudar de opinião, até por isso que nossas cabeças são redondas, para as idéias mudarem de rumo. Se ao discutir com alguém, esse alguém consegue me mostrar que eu estou acreditando em algo obsoleto, porque não abaixar as armas, desarmar o orgulho e assumir: "Sim, fui uma besta até agora, mas não preciso continuar sendo", porque continuar uma besta teimosa depois de ser convencido de seu erro, aí sim é muita burrice.
.
Mas e quando não nos mudam a opinião? Então aí surge a segunda utilidade de uma boa discussão: reforçar seus argumentos. Se numa discussão legal, de nível, sem ofensas pessoais, sem grosserias ou arrogâncias, o seu contendor se mostra um cara com bons argumentos, lido, sabido e safo; você necessariamente precisa elevar o nível dos seus próprios argumentos. Numa boa discussão você sai mais fortalecido naquilo que acredita e que sobreviveu ao confronto! Esse é um grande barato. Então quando duelamos civilizadamente com alguém que tem bons argumentos, vamos buscando referências, vamos nos valendo de lembranças, de experiências, de vivências que podem refutar o argumento adversário e dar músculos ao próprio discurso.
.
Por isso digo que discutir pode ser feito apenas pelo prazer de bater boca. Civilizadamente, repito. Mantendo a conversa acima da cintura existe a real possibilidade dos dois contendores não concordarem em pôrra nenhuma, mas ainda assim poderem dividir uma cerveja e boas risadas.
.
Ou alguém quer discutir isso?
.
.
.
Há braços!
.
.
.
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Prêmio Toddy de Música Independente - Vote Loaded!


Você já sabe do Prêmio Toddy de Música Independente (essa imagem bovina que acompanha o post) e sabe também que ele é o Prêmio Dynamite de Música Independente que esse ano conta com o patrocínio e apoio fudidão do Toddy. Então o que você precisa fazer é ir até o site e votar. Você vai colocar seu e-mail, e então receberá uma senha que te concede o acesso à cédula de votação. A cada categoria votada (você não precisa votar em todas, somente nas que você quiser) ela vai sendo riscada do seu mapa.
O importante é que quando vocÊ chegar na categoria "Veículo ON Line" você vote no Loaded! Sim, é isso mesmo! O cantinho escuro onde eu grito desarvoradamente toda semana, e que merece seu carinho e consideração, então pára de ler isso aqui AGORA e vai lá votar no Loaded.
Tem também a Decibélica, tem o Rockassetes, tem o Martim Cererê, um monte de outros votos que eu poderia te indicar, mas agora o propósito é conquistar votos para o Loaded. E por isso essa imagem asenina aí abaixo. hahahahahahahahahahahahahaha

Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED! Vote LOADED!
Vote LOADED!
.
.
Alguma dúvida? rs
.
.
Há braços!
.
.
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
.
.
P.S. - a propósito, o "gatão" aí da foto de divulgação é o Alexandre Moreira, loader fundador que gosta de usar shortinhos jeans. huahuahuahuauhauhauhauha